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’16 anos sem Brizola. Que falta nos faz’. Por Pedro Josephi.

Leonel de Moura Brizola nos deixou há exatos 16 anos. Um dos maiores homens públicos desse país que sempre esteve ao lado dos trabalhadores, dos mais necessitados, pobres e oprimidos pelas estruturas de poder. Foi Governador eleito pelo voto direito em dois estados, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Promoveu o maior projeto de reforma agrária que se tinha conhecimento, inspiração inclusive para as Reformas de Base de João Goulart, e também foi responsável, alicerçado no pensamento de Darcy Ribeiro e Paulo Freire, por reduzir drasticamente o analfabetismo em suas gestões.

O compromisso com a educação era norteador em sua atuação política. Revolucionou ao institucionalizar a escola de tempo integral, onde as crianças e adolescentes chegavam pela manhã e só saíam à tarde, com alimentação, cultura, música, atendimento odontológico e médico, além das aulas tradicionais, nos CIEPS – Centros Integrados de Educação Pública, popularmente chamados de Brizolões.


Ainda como Governador do Rio Grande do Sul, em 1961, foi o responsável por impedir o golpe militar contra João Goulart, ao liderar a Campanha da Legalidade por todo o Brasil. Um verdadeiro democrata e nacionalista. E, por isso, nenhum outro político foi tão perseguido pelas forças antidemocratas e imperialistas como Brizola.


Brizola sempre colocou o interesse nacional a frente dos seus interesses particulares ou partidários. Em 1989, mesmo com divergências com Lula, o apoiou no segundo turno com uma das maiores transferências de votos que o Brasil já teve conhecimento. Em 1998, aceitou ser vice na chapa encabeçada por Lula, mesmo após o PT não o apoiar no Rio de Janeiro. Leonel de Moura Brizola sempre deu demonstrações do seu compromisso com os trabalhadores e com o Brasil.


Neste momento tão difícil, com ascensão do fascismo ao poder central e uma tremenda sabotagem que alguns partidos e figuras fazem às forças de oposição, como vimos na eleição presidencial de 2018, Brizola e sua capacidade de articular, ceder e avançar nos faz muita falta.


Sinto-me honrado de presidir da Fundação que leva o seu nome e faremos de tudo para manter vivo o legado de Brizola no país queiram ou não queiram os juízes.


*Pedro Josephi é advogado, mestre em Direito, professor e presidente da Fundação Leonel Brizola – PE.

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