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A aniquilação do nazi-fascismo foi obra soviética

No dia 27 de janeiro se comemoram os 75 anos da libertação do campo de concentração e extermínio mais famoso: Auschwitz. Também, nessa mesma data se comemora o rompimento do cerco a Leningrado, que ocorreu em 1944, depois de mais de dois anos de sufocamento da cidade por tropas nazi-finlandesas.

A barbárie nazista é, muitas vezes, apenas concebida como um simples produto da insanidade de seus líderes, ou, quando o revisionismo histórico emprega a categoria de “totalitarismo”, como resultado de um extremismo.


O revisionismo histórico esquece que as técnicas nazistas de concentracionismo já haviam sido utilizadas pelas nações colonialistas, especialmente o Reino Unido em suas colônias na África.


Além das técnicas, o nazismo também se inspirou em outros países tidos como “democráticos” para fundamentar sua ideologia eugenista e racista da superioridade “ariana”, como o caso dos EUA, no qual vigorava uma ditadura de segregação racial contra os negros, depois do extermínio dos povos originários na glorificada “marcha para o Oeste”.


Hitler e seus comparsas apenas queriam recuperar as suas aquisições coloniais e projetar um império colonizador contra os povos do leste Europeu, ou seja, realizar na Europa e na Eurásia o que os impérios do ocidente já estavam fazendo previamente contra os povos da África, Ásia e América Latina.

Mesmo assim, essas tendências não passam de aparências se não for considerada a raiz fundamental do fascismo: o capital financeiro. Dimitrov definiu o fascismo como “a ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas, mais imperialistas do capital financeiro”.


A única forma de derrotar definitivamente o nazi-fascismo é, portanto, superando o capitalismo e a relação sócio-metabólica nele predominante: o capital.


A URSS e o movimento comunista tiveram papel fundamental na aniquilação bélica do fascismo em 1945 e puseram fim à barbárie do III Reich. Ainda que seus detratores tentem caluniar o socialismo utilizando o Pacto de Não-Agressão firmado por Stalin, ignorando as tentativas prévias da URSS de formar uma aliança democrática com o Ocidente contra Hitler, a história nos dá testemunhos potentes da verdade. O que dizer, por exemplo, das defesas de Truman sobre deixar a URSS sangrar e, em caso de vitória soviética, ajudar os nazistas? Ou sobre a política de neutralidade “America first” ou mesmo de apoio nazistas que germinava nos EUA não fosse o ataque japonês a Pearl Harbor?


O povo soviético e os comunistas do mundo deram suas vida para derrotar o nazismo. A Cidade Heroica de Leningrado, grande exemplo de abnegação, não se rendeu ao cerco e pagou com isso cerca de 800 mil vidas civis. Número quantitativamente pequeno, se comparado com a monumental carnificina humana causada pela invasão nazista contra a URSS.


Porém, a derrota bélica do fascismo não significou ainda a sua liquidação no terreno ideológico e político, na medida em que sua base econômica no capital financeiro continua existindo em uma escala ainda maior e mais perigosa. O fascismo continua vivo e tem crescido e se espalhado rapidamente, especialmente devido a crise estrutural do capital que coloca suas contradições fundantes em um terreno explosivo. Agora, com a ausência da URSS e de uma articulação efetiva e internacional do movimento comunista, a marcha da barbárie fascista tem encontrado pouca resistência.


Nesse 27 de janeiro não esquecemos e continuamos no combate contra o revisionismo histórico que busca apagar o protagonismo revolucionário socialista na luta contra o capitalismo e sua face mais inumana: o nazi-fascismo.


Devemos continuar a luta ampla e democrática na ação contra as suas manifestações contemporâneas, enquanto também devemos construir a hegemonia comunista e revolucionária nas frentes amplas para levar a luta contra o fascismo ao patamar de uma luta contra o próprio capital.


Fonte: A Coluna

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