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A luta contra o revisionismo e o oportunismo

Em 1991, na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o primeiro estado socialista no qual era criada as condições técnico-materiais para a edificação do comunismo, o capitalismo foi restaurado. No entanto, isso está longe de ser o fim da história e cabe aos revolucionários de todo o mundo fazer uma análise profunda sobre as causas desta tragédia.

Em 1937-38, o camarada Stálin já afirmava que os trotskistas, os bukharinistas e os nacionalistas burgueses defendiam os interesses das classes opressoras derrotadas e contribuíram para o reagrupamento de forças destas classes e de outros grupos anti-comunistas. Graças ao Kruschev e suas tendencias contra-revolucionárias, tais teses começaram a reaparecer na política do Partido Comunista da União Soviética. Gorbachev reabilitou esses grupos como sendo "vítimas do stalinismo", até que, por fim, a restauração do capitalismo se concretizou.


As teses de kruschev apresentavam falsas ideias de que estava "assegurada a vitória total e definitiva do socialismo", que "a ditadura do proletariado deixou de ser necessária na URSS" e o Estado se tornou o "Estado de todo o povo". A errônea narrativa de que a URSS havia chegado ao comunismo conduziu ao abandono da luta contra as tendências burguesas e o imperialismo. Além disso, esse "Estado de todo o povo" trouxe confortabilidade para a burocracia poder se separar dos trabalhadores e atender seus interesses, adquirindo privilégios, entre outros benefícios, através de cargos políticos e econômicos. Afinal, com a "vitória total e definitiva do socialismo", como declarado por Kruschev, não poderiam se desenvolver contradições entre essas classes.


Ademais, enquanto as nações do terceiro mundo, na sua maioria, estavam envolvidas em grandes lutas contra o imperialismo americano, que queriam submete-las ao neocolonialismo, Kruschev declarou: "Queremos ser amigos dos Estados Unidos e cooperar com eles na luta pela paz e segurança dos povos. Comprometemo-nos a alcançar este fim com boas intenções e sem propósitos ocultos.".


Sob Brejnev, seguindo os mesmos caminhos de Kruschev, a elite burocrática se fortificou quase completamente. Como colocado pelo historiador Ludo Martens (1946-2011) em "Balanço do colapso da União Soviética", O brejnevismo assegurou o conforto à nova classe burguesa. Um dos partidários de Khruchov, Jaurés Medvédiev, escreveu: "Na época de Stálin os dirigentes do Partido sentiam mais a potencial ameaça do aparelho de segurança do que os cidadãos comuns.» E acrescenta: «Brejnev não era um verdadeiro líder em 1964. Era mais o representante da burocracia, que procurava uma vida fácil com privilégios crescentes e garantidos. O seu eleitorado era a elite burocrática. Neste aspecto, Brejnev também mudou o sistema porque, mais do que qualquer outro, criou as condições propícias para a expansão de uma autêntica elite privilegiada, uma autêntica nomenclatura.".


Renunciando total e abertamente os princípios marxistas-leninistas, Gorbachev aprofundou as reformas revisionistas de Kruschev e Brejnev encontrando-se na glasnost um meio de expressão e na peristroika a legitimação dos seus projetos restauracionistas.


A degeneração da URSS começa em 1956, com o revisionismo kruschevista, e foram necessárias três décadas para acabar com o socialismo. Com o fim da União Soviética e a vitória da contra-revolução burguesa, as contradições do imperialismo e do capitalismo se acentuaram no século XXI. Os oportunistas que propagandeiam a falsa ideia de que "o socialismo não funciona e o capitalismo trás prosperidade" fecham seus olhos adiante de milhões de vítimas da exploração e da opressão.


O século XXI colocará de novo, como dito por Ludo Martes, "as duas questões chave do século atual: a questão da revolução socialista no mundo capitalista e a questão da revolução nacional e democrática enquanto primeira fase da revolução socialista nos países dominados pelo imperialismo.".


Leonardo Rocha


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