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A questão de Israel e os cristãos conservadores

O “estado” de Israel é hoje conhecido por ter uma das sociedades mais racistas do mundo, porém, é necessário deixar bem claro que o racismo vai além de algo cultural, pois, em Israel, o racismo é um esforço estatal. A farsa da “terra de Israel”, o arcabouço teórico que veio para dar sustentação ao que hoje é um estado, se originou de um mito bíblico criado por judeus laicizados para dar suporte ideológico a seu projeto material nacionalista e de superioridade racial.


O “estado” de Israel é hoje conhecido por ter uma das sociedades mais racistas do mundo, porém, é necessário deixar bem claro que o racismo vai além de algo cultural, pois, em Israel, o racismo é um esforço estatal. A farsa da “terra de Israel”, o arcabouço teórico que veio para dar sustentação ao que hoje é um estado, se originou de um mito bíblico criado por judeus laicizados para dar suporte ideológico a seu projeto material nacionalista e de superioridade racial.


Depois do sentimento ocidental de culpa pela tragédia da segunda guerra mundial, é a interpretação falsa do mito bíblico que legítima e incentiva o comportamento de Israel para com os Palestinos e que faz as chamadas democracias ocidentais, muito influencias hoje por religiosos fundamentalistas se calarem diante da barbárie. No mito bíblico ou pseudoteologia dos sionistas e evangélicos, pois tal teologia não é aceita por católicos e ortodoxos, este estado belicoso é algo sagrado, e mediante sua interpretação tem o direito de subjugar os árabes (povo inferior) não amados por Deus. Em sua interpretação literal da Bíblia, eles professam que o Israel das escrituras (algo metafísico), até por isso as igrejas cristãs romana e do oriente se consideram a “nova Israel”, é aquele país criado em 1948.


Mas de onde vem tal visão religiosa que tanto influencia o ocidente? Pois bem, se perguntados, a imensa maioria dos evangélicos não saberão responder uma simples questão: Quem é John Nelson Darby? No entanto, é ele a figura paterna do dispensacionalismo que é um sistema teológico baseado numa interpretação literal das escrituras e numa distinção entre Israel e Igreja. Tal sistema influencia diretamente a escatologia Cristã (estudo do fim dos tempos). Os conservadores conseguem ver o mal em tudo, menos em Israel, pois mesmo cometendo os crimes mais perversos, há ali uma “raça” privilegiada pelo divino.


Sendo assim, Israel nem mesmo estabeleceu uma constituição, não quer definir suas limites fronteiriços, e dessa maneira, a situação de seus vizinhos palestinos fica mais difícil, pois o Israel citado na Bíblia (por ser metafísico) não tem fronteias, assim sendo, o sionismo aproveita para reivindicar para si, como um direito, terras que já vem sendo habitadas por povos legítimos há muito tempo. É interessante ressaltar que, judeus espalhados pelo mundo jamais tiveram a intenção de viver naquela terra, e que a religião judaica professada por suas comunidades religiosas em vários países não falavam da Palestina como seu local de moradia.


Doravante, além de uma legalização do roubo de propriedades, a pseudoteologia sionista criou também um racismo estrutural com a invenção de um “povo judeu” que nunca existiu, mas que agora é autenticado por um sistema etnorreligioso, no qual, até mesmo o casamento civil foi proibido para impedir a incorporação dos árabes residentes no país a sociedade israelense, criando assim, um subpovo que sofre todo tipo de abusos, discriminações e violações de direitos humanos.


Mediante exposto, é possível concluir que, Israel é um país forjado numa teia de farsas, e que o sionismo e seus asseclas têm utilizado uma dimensão muito grande de subterfúgios, mentiras, e manipulações propagadas por seus ideólogos e aceitas pela comunidade internacional para dar legitimidade a sua política de apartheid sem perder o seu status de divino.



Por Denis José Chaves, estudioso da questão Israel/Palestina