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Com mãe em coma, bancário é demitido pelo Santander por não atingir metas

Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região protestou em frente a duas agências alertando para a perversidade do banco. Apesar do drama, bancário demitido não faltou sequer um dia.


Escrito por: Júlia Assis, do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou um protesto há poucos dias em frente a agências do Banco Santander contra a demissão injusta e perversa de um bancário, dispensado por não atingir as metas de produtividade no período em estava acompahando a mãe, internada em estado de coma.


A mãe do bancário, demitido no início deste mês depois de cinco anos trabalhando no Santander, está internada há três meses devido a complicações de um pós-cirúrgico, na Unidade de Terapida Intensiva (UTI) de um hospital da cidade.  Enquanto acompanhava o estado crítico de saúde da mãe, ele não faltou um dia sequer ao trabalho e mesmo assim foi dispensado.


Durante o protesto, ocorrido das 7h às 11h, os dirigentes do Sindicato distribuíram panfletos à categoria e aos clientes, para chamar a atenção do que consideram insensibilidade do banco.


“É o tipo de atitude que deixa claro o que é prioridade para o banco, que se importa mais com o lucro do que com o respeito à vida das pessoas. Para os banqueiros deste país o que vale é o dinheiro, infelizmente”, disse o presidente do Sindicato, Rafanele Alves Pereira.


O bancário, cujo nome foi preservado pelo Sindicato para evitar exposição desnecessária, trabalhava na agência da Rua 13 de Maio, que só abriu às 11h. A outra ação ocorreu na agência do calçadão.


O Sindicato, que não descarta a possibilidade de novas paralisações, inclusive durante todo o expediente, já está preparando o processo para pedir na justiça a reintegração do bancário.


Outros casos


Em setembro deste ano, o Santander foi condenado a pagar indenização de R$ 274 milhões por dano moral coletivo porque submetia os bancários e as bancárias a metas abusivas e isso aumentou o índice de adoecimento mental ocupacional. Em outra ação, o Santander foi condenado a pagar uma multa de R$ 1 milhão por prática de assédio moral. As duas sentenças foram dadas pelo juiz do Trabalho,Gustavo Carvalho Chehab, da 3ª Vara do Trabalho de Brasília.

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