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Contra a violência aos homossexuais: por uma Nova Pátria, por uma nova sociedade, e por uma nova mor

(Movimento Nova Pátria. 18 de maio de 2018)

Neste último dia 17 de maio comemorou-se o Dia Internacional contra a Homofobia. Nessa data, em 1990, a homossexualidade foi retirada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Em 1886, o sexólogo Richard von Krafft-Ebing listou a homossexualidade e outros 200 estudos de casos de práticas sexuais em sua obra Psychopathia Sexualis . Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma “inversão congênita” que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo indivíduo.


Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria publicou, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais , que a homossexualidade era uma desordem, o que fez com que a opção sexual fosse estudada por cientista, que acabaram falhando por diversas vezes ao tentarem comprovar que a homossexualidade era, cientificamente, um distúrbio mental.


Com a falta desta comprovação, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a “opção” sexual da lista de transtornos mentais em 1973.


Em 1975, a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição e orientou os profissionais a não lidarem mais com este tipo de pensamento, evitando preconceito e estigmas falsos.


Porém, a Organização Mundial de Saúde incluiu o homossexualismo na classificação internacional de doenças de 1977 (CID) como uma doença mental, mas, na revisão da lista de doenças, em 1990, a orientação sexual foi retirada. Por este motivo, o dia 17 de maio ficou marcado como Dia Internacional contra a Homofobia.


Mesmo depois de tantos anos terem se passado e ficar claro e cientificamente comprovado que a homoafetividade não era uma doença, em 2016 o preconceito e a violência matou 343 brasileiros e brasileiras. Em 2017 foram 445 vidas perdidas por causa do ódio. Até o momento, maio de 2018, 153 mortes já foram registradas.


É importante lembrar que esses são apenas os casos de crime de ódio que chegam a ser registrados. Ou seja, esta comunidade é alvo de preconceito não apenas pela sua orientação sexual, mas também há aqueles que o preconceito é para além da homofobia: quando também se é uma pessoa negra e pobre.


É de se imaginar que a estatística real seja maior.


Hoje em especial, nós do Nova Pátria, nos solidarizamos com todas as pessoas que são vítimas desse crime repulsivo. Não há nada que justifique a prática de ódio de pessoas por sua orientação sexual. E o dia de hoje é dia de comemorar uma vitória sim, mas também deve ser um dia de luta, um dia de resistência e de muita reflexão.


Não podemos ficar contentes enquanto há várias pessoas sendo maltratadas, sofrendo opressão e sendo assassinadas.


Defendemos uma moral revolucionária e emancipadora, que combata as mazelas do liberalismo e do niilismo moral (tipicamente pós-moderno) tanto quanto do conservadorismo e o moralismo direitista (tipicamente “pré-moderno”). Ambos, na verdade, são duas faces de uma mesma moeda, que agride e oprime os homossexuais de forma brutal de um lado, e, por outro lado, busca esterilizar o potencial político deste movimento não só em nosso país, mas em todo o Globo.


A importância de relembrar esta data, se dá justamente por que devemos lembrar que este não deve ser um mero evento comemorativo ou festivo, mas sobretudo um dia de luta e de resistência, assim como lembrar que ainda temos muito por fazer no que concerne a violência cometida contra esta parcela da população brasileira.


Abaixo a intolerância e o preconceito!

Por uma Nova Pátria, por uma nova sociedade, e por uma nova moral!

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