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Dúvidas fundamentais e respostas necessárias sobre a situação dos Correios

Atualizado: Ago 8

Nota do Nova Pátria sobre a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT)

Nos últimos dias, o governo federal anunciou uma notícia que em nada é novidade para todos aqueles que compreendem ou possuem o mínimo de noção da natureza ideológica e econômica da equipe ministerial do governo e do poder executivo federal. Um pacote de venda ou o plano de privatização de 17 estatais colocando em prática o mais puro e tacanho neoliberalismo que na história do país, desde os anos 80, vem se aprofundando cada vez mais, jogando a nossa a pátria no mais profundo poço da dependência econômica e do subdesenvolvimento. Como representantes desse projeto de entreguismo, temos a maioria dos parlamentares no congresso e a vassalagem de figuras do Poder Executivo como a do próprio “presidente” da República.


Dentre as principais empresas públicas a serem privatizadas está os Correios, como sendo a primeira da lista a se vendida.


E é exatamente por isso que se faz necessário deixar claro, expor a verdade por trás dessa pretensa privatização, e também desmistificar a propaganda mentirosa que visa manipular a opinião pública para ganhar apoio político dos setores que representam o capital especulativo que pretendem comprar esse patrimônio histórico que pertence a nação brasileira.


O pacote de privatizações do governo já era esperado por ter sido promessa de campanha eleitoral e por ser parte do projeto de poder instaurado pela direita brasileira em transformar de uma vez por todas a nossa pátria em um quintal dos interesses dos norte-americanos.


Mas, a pergunta que fica no ar é: por qual motivo os Correios tem sido alvo de ataques constantes do governo e se lança como a principal estatal a ser entregue a preço de banana ao estrangeiros?


Como tudo no seu governo e na sua trajetória como deputado por 28 anos, Bolsonaro, ao mesmo tempo que atende aos interesses dos abutres e parasitas do capital financeiro, se utiliza da sua posição como chefe do Executivo para implementar políticas de cunho pessoal e que atendam apenas a interesses próprios e da sua família. O que comprova essa analise é o fato dos Correios já ter sido, há alguns anos atrás, alvo de ataques da família Bolsonaro no parlamento tendo como representante o seu filho, deputado federal, que escreveu um projeto de lei para eliminar o monopólio postal dos Correios. Um projeto sem consistência e sem fundamentação técnica, o que deixa claro a insatisfação pessoal do deputado com os serviços da estatal. Um outro motivo que também está ligado à causas pessoais, se centra na figura corrupta de um parasita do mercado financeiro representante do rentismo e da plutocracia: o "super" ministro da economia Paulo Guedes. O ministro recentemente se tornou réu em um processo que envolve lavagem de dinheiro e prejuízo dos fundos de pensões das estatais, incluindo o POSTALIS dos Correios.


Muito além de um comportamento pessoal e medíocre de família, tal prática vem a calhar na atual conjuntura onde o neoliberalismo avança como rolo compressor para destruir tudo o que representa o setor publico e o patrimônio nacional.


Sabemos muito bem e conhecemos esse "filme velho" no que diz respeito as práticas de privatizações no país. Usar a máquina publica para sucatear e vender a baixo do custo. Prática tão suja como qualquer esquema de corrupção que favorece meia dúzia de grupos empresários estrangeiros.


Algumas perguntas precisam ser esclarecidas para poder se desmistificar as mentiras que são usadas pra difamar os trabalhadores dos Correios e a própria estatal.


Eis algumas:


1. Os Correios usam dinheiro do contribuinte na sua gestão?


NÃO!


Os Correios não utilizam dinheiro dos impostos para se manter na ativa. A empresa é gerida com capital próprio advindo dos lucros obtidos por seus serviços.


Essa é uma das principais mentiras difundidas pelo governo Bolsonaro.


Desde 2014 até hoje, em valores aproximados, foram transferidos 6 bilhões em dividendos diretamente para a União o que fez com a empresa passasse por um grande sufoco financeiro para realizar investimentos e melhorias na sua estrutura logística.


Como resultado esperado, a empresa não realizou novos concursos para contratar mais mão de obra para atender a grande demanda do comércio de encomendas e cartas, o que causou uma grande sobrecarga nas atividades laborais ocasionando uma queda gradual da qualidade do serviço e problemas operacionais como extravios.


Percebe-se que a empresa está com dificuldades por causa da sua gestão e não porque ela é uma estatal.


Dessa forma é possível concluir que a União é que depende dos Correios e não o contrário.


2. A empresa tem apresentado prejuízos estando ela com um rombo bilionário e insustentável?


MENTIRA!


Esse tipo de argumento é feito com total desonestidade e/ou falta de conhecimento.


A empresa nos últimos 2 anos fechou seu faturamento com lucro de mais 600 milhões de reais e tem projeção para fechar 2019 com saldo positivo, portanto a justificativa de privatização por causa de prejuízo não possui fundamento.


O dito "rombo" que adoram divulgar nas redes sociais é direcionado ao fundo de pensão POSTALIS que, devido a má gerencia e a esquema de corrupção com agentes do setor privado (inclusive o Paulo Guedes está envolvido), os trabalhadores estão sendo forçados a arcar com esse prejuízo injustamente.


3. Os trabalhadores dos Correios ganham super salários?


MENTIRA!


É o principal argumento usado pela alta cúpula da presidência da empresa para justificar a retirada de direitos dos trabalhadores. Os empregados da empresa estão desamparados judicialmente devido ao fato da empresa se recusar a negociar um Acordo Coletivo que vise a manutenção dos direitos e a reposição da inflação.


A empresa apresentou um proposta de acordo coletivo que pretende retirar em média 500 a 700 reais do salário dos ecetistas.


Um verdadeira falta de respeito e um escárnio para os trabalhadores que recebem uma média salarial de R$ 2.500,00 sendo a categoria das estatais com a menor remuneração do país.


Um dos vice-presidentes da empresa que recebe mais de R$ 40.000,00 afirmou recentemente que os trabalhadores dos Correios "ganham muito", possuem "regalias" e que isso justifica o corte abusivo nos salários e a retirada dos pais de seus planos de saúde. A ideia é fazer com que os empregados percam seus direitos ou mesmo sejam demitidos para substituir por trabalhadores terceirizados e semi-escravizados com as reformas trabalhistas que virão.


A privatização será o gatilho essencial para realização de demissões em massa.


Não somente a empresa será destruída como também a vida de 100 mil pais e mães de famílias que deram suas vidas pela a empresa e que ainda trabalham nela.


4. A privatização irá baixar o preço dos fretes e do serviço nacional postal devido a quebra do monopólio estabelecido pela Constituição?


MENTIRA!


Esse é o tipo de argumento mais baixo usado pelos defensores da privatização, inclusive por abutres e embustes liberais como o Kim Kataguiri do MBL/DEM.


Caso a privatização aconteça, a empresa compradora que, provavelmente será uma empresa estrangeira, terá que remunerar seus lucros com base na moeda de maior poder em circulação no mercado financeiro, o dólar.


Todas as estatais que foram privatizadas elevaram os preços de seus serviços por causa dessa conversão de moeda e com os Correios não será diferente.


Embora existam críticas aos valores das tarifas dos Correios, a empresa ainda consegue entregar seus serviços com os preços mais acessíveis no mercado em relação as seus concorrentes do setor privado, sendo capaz de garantir a entrega em 99% do território nacional.


As empresas privadas de entregas só realizam seus serviços nas regiões e municípios que dão maior rentabilidade e retorno lucrativo, o que corresponde ao atendimento de mais ou menos 320 municípios do pais. Ou seja, os restantes dos 5250 municípios serão duramente prejudicados com a falta parcial ou total de serviços postais e de encomendas.


É um prejuízo social estratosférico que irá arruinar o comércio local dessas localidades e poderá contribuir com o aumento do desemprego.


No passado não muito distante os Correios ganhavam prêmios nacionais e internacionais de qualidade e logística como sendo a única empresa pública no Brasil a integrar todos os municípios do país com seus serviços obtendo a classificação como uma das instituições mais confiáveis do país e sendo uma empresa estatal.


Além da integração nacional, os Correios garantem a entrega de encomendas e serviços postais em localidades distantes e de difícil acesso possibilitando o acesso dessas populações aos serviços da empresa que fomenta a economia e a geração de renda. Garante a eficiência e a segurança nos transportes das urnas eletrônicas nas eleições, garante a entrega pontual das provas do ENEM sem atrasos, realiza com excelência a entrega de material didático das escolas públicas pelo país, faz a entrega dos medicamentos do SUS, etc.


Mesmo com todos os problemas atuais e as falhas operacionais nas entregas de encomendas, a empresa consegue cumprir com seus compromissos sociais e estratégicos que são importantes para o povo brasileiro e para governo federal.


Mediante a esses fatos, deixemos uma pergunta para os abutres liberais de plantão:


Se no passado os Correios eram excelência na prestação de seus serviços sendo uma ESTATAL, por qual motivo, hoje, não é possível recuperar o mesmo nível de credibilidade e de confiança que a população tinha nos Correios mantendo a empresa como ela sempre foi: PÚBLICA e de QUALIDADE???


Talvez a resposta venha cheia de malabarismos e chavões clichês reduzindo toda a complexidade que envolve a temática à respostas descabidas e infantis. O que já é típico do comportamento desses grupelhos.


Os Correios são uma empresa pública com mais de 350 anos de existência e faz parte da historia da nossa querida nação brasileira. Não podemos permitir jamais que um patrimônio como esse, que é importante para o povo e para a soberania do país, seja destruído por essas ratazanas neoliberais e entreguistas.


Precisamos desmascarar todos esse falsos militares e traidores do Brasil que se escondem em seus cargos políticos e contribuem com a venda de nosso país para mercado estrangeiro.


É importante que toda população brasileira se mobilize junto aos trabalhadores e contribua de alguma maneira para que os Correios continuem sendo a excelente estatal que sempre foi, PÚBLICA e do BRASIL.


Os Correios é do Brasil!

Os Correios pertencem ao povo!

Morte ao neoliberalismo e aos entreguistas!

SOMOS TODOS PELOS CORREIOS!

CORREIOS PRIVATIZADO, POVO PREJUDICADO!

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