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  • Camarada C.

Está assustado com a influência do Olavo? (Por Uriel Irigaray)



Então, meu caro progressista, meu caro liberal, meu caro católico, meu caro protestante tradicional, que está assustado com a influência do Olavo de Carvalho e com a influência de igrejas pentecostais fundamentalistas pós-milenaristas e sua teologia dominionista e reconstrutivista pró-Israel no governo do Bolsonaro... Posso assegurar que você não viu nada, ainda.


Tenho contato com Olavo de Carvalho desde meados de 2006. Fui xingado por ele em mais de um "True Outspeak" (sic) dele - o programa de rádio pela internet dele (por meio do qual ele conquistou boa parte de seus admiradores e seguidores). Conheço há anos as "olavetes", que sofrem lavagem cerebral dessa seita - consegui exercer algum papel no sentido de ajudar uma ou outra a sair dessa seita. Tenho o livro "Astros e Símbolos" da autoria dele e tinha as revistas Planeta dos anos 1980 com os artigos dele sobre alquimia etc.


Recentemente, a filha de Olavo esteve leiloando um dentinho de leite dele, que ela tinha guardado e esse assunto gerou grande rebuliço nos meios olavistas. Só entende o affair quem entender as implicações disso em termos "mágicos".


Os relatos de quem conheceu de perto Olavo e seus filhos envolvem estelionato, ameaças de malefício pela suposta bruxaria (que têm o efeito de assustar quem nisso acredita) e abortos provocados pra fins rituais - além duma história estranha envolvendo uma "odalisca". Deixa pra lá.


O Carlos Velasco e outras pessoas têm feito um trabalho de divulgação sobre o perfil do Olavo de Carvalho, inclusive divulgando um antigo processo judicial dele, no qual consta a carta do líder esotérico Martin Lings (que já foi guru do príncipe Charles) pro Olavo e na qual se fica sabendo que Olavo foi líder de uma Tariqa de sufismo islâmico, da linha do guru Frithjof Schuon, que, por sua vez, rompeu com René Guénon... antes disso, fora expulso de outra Tariqa por ser acusado de sacrificar gatos em ritos de "vodu".


Mas se engana também quem for buscar nesses autores esotéricos como Guénon etc (duma vertente tradicionalista chamada Perenialismo) a chave pra entender Olavo e o novo chanceler Araújo (que cita Guénon, Evola e outros até em artigo do Itamaraty).


Olavo tem formação Tradicionalista/Perenialista, mas ele, há anos, distorce e instrumentaliza esses autores (assim como faz com Mário Ferreira dos Santos e outros) para defender os EUA e Israel e uma agenda neoconservadora - sendo que, em seu livro chamado "O Jardim das Aflições", Olavo de Carvalho denunciava o império americano como "reinado do Anticristo".


Eles (Olavo e o chanceler Araújo) não são guenonianos - eles são mais schuonianos do que guenonianos. E duma vertente "marginal" do Perenialismo, digamos assim. A Romênia, onde ele viveu por anos, é um local chave pra entender o fenômeno Olavo.


Olavo talvez tenha saído do mesmo submundo de onde saiu Aladino Félix, conhecido como Sábado Dinotos... do mesmo submundo de onde saiu o Reverendo Moon, a TFP brasileira (com a seita esotérica "Sempreviva" dentro dela) e outros fenômenos "esotéricos" relacionados à direita anticomunista.


Isso tudo é confuso? Sim, sem dúvida. Mas bem vindo à nova realidade, à nova era.


Nos comentários do post abaixo alguém pergunta "Professor, quando o senhor fala em 'contato com o demoníaco' em que sentido o senhor diz isso", ao que o Olavo responde, na lata: "Por exemplo, todo o reino do 'ocultismo'": https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10155964899627192


"Talvez ainda mais significativa que a coincidência do Natal com o Eid-al-Fitr seria a aproximação dele com a Laylat-al-Qadr, a noite em que o Corão “desce” dos céus ao coração do profeta. Maomé é o analfabeto que, no silêncio da noite, recebe em ditado angélico o mais belo livro da língua árabe, livro que transcende as propriedades do idioma ao ponto de sua recitação em voz alta afetar os animais, que se detêm para ouvi-la. É também à noite que a Virgem, fecundada pelo Espírito, dá à luz a mais nobre das criaturas humanas, indistinguível do Criador mesmo. A analogia entre esses dois sublimes paradoxos é evidente. E, enquanto os teólogos disputam nas trevas, cotejando Cristo a Maomé, a narrativa, em si, é “luz sobre luz”: Maomé não corresponde a Cristo, mas a Maria, o portador humano do Verbo divino; Cristo não é Maomé, é o Verbo divino, o Logos, Kalimat’ullah. O espírito sopra onde quer, da forma que quer. Como diz o Corão, “há nisto um sinal, para os que entendem”: http://www.olavodecarvalho.org/lembrete-de-natal/


Por Uriel Irigaray.

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