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Líder opositor Leopoldo López se refugia na embaixada da Espanha em Caracas e poderá pedir asilo

CARACAS - O venezuelano Leopoldo López , líder do partido de Juan Guaidó, o Vontade Popular, que se encontrava em prisão domiciliar e foi libertado nesta terça-feira em circunstâncias ainda nebulosas, se refugiou na embaixada do Chile em Caracas, junto com a mulher, Lilian Tintori, e os filhos, seguindo depois para a representação diplomática da Espanha.

Os líderes da oposição Juan Guaidó e Leopoldo López em foto tirada na manhã desta terça-feira em Caracas Foto: Reprodução do Twitter

De acordo com o chanceler chileno, Roberto Ampuero, López, que tem ascendência espanhola, decidiu mudar de embaixada "por decisão pessoal", ao levar em consideração que a representação diplomática "já tinha hóspedes". Os opositores Freddy Guevara e Roberto Enríquez se encontram no local desde 2017.


Mais cedo, depois de aparecer com Guaidó conclamando a população e os militares a depor Nicolás Maduro, López afirmou que a oposição tem contatos com funcionários do governo, incluindo integrantes das Forças Armadas, que estariam dispostos a abandonar o presidente venezuelano.


— Claro que sim, temos contato com vários setores civis e militares — respondeu López a jornalistas, após ressurgir diante da base militar de La Carlota, em Caracas, ao lado de Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino. — Todo este tempo houve comunicação entre estes setores, e isto tem a ver com este processo que se está construindo.


López cumpria uma pena de quase 13 anos de reclusão em regime de prisão domiciliar, depois de ser acusado em 2014 de tentar depor o governo de forma violenta. Ele liderava o setor mais duro da oposição, que na época se encontrava dividida entre a via eleitoral e a via insurrecional para a deposição de Nicolás Maduro, herdeiro de Hugo Chávez.


No começo da manhã, López escreveu no Twitter, em sua primeira publicação em dois anos: “Fui libertado pelos militares sob ordens da Constituição e do presidente Guaidó. Mobilizem-se todos. É hora de conquistar a liberdade”. Rumores afirmam que o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) libertou López por ordem de Guaidó, sob a promessa de que ele ofereceria a seus integrantes “anistia e a garantia de indultos”.

Dirigente da Vontade Popular, López esteve junto de Guaidó na base aérea de La Carlota. Ele afirmou também que recebeu informações de movimentações “ocorrendo em diversas unidades militares do país” e de que “a maioria” dos militares pensa ser necessário que haja uma mudança de governo.

Membros da Guarda Nacional Venezuelana se juntam a manifestantes pró-Guaidó que pedem a queda do governo Maduro Foto: STRINGER / REUTERS
Um integrante da Guarda Nacional da Venezuela adere à manifestação promovida por Guaidó contra Maduro Foto: STRINGER / REUTERS
Na véspera de protestos de 1º de maio, o líder opositor Juan Guaidó publicou vídeo no qual dizia ter o apoio de militares para derrubar Maduro. Governo denunciou tentativa de golpe e culpou 'grupo reduzido' de traidores Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Guaidó apareceu no vídeo ao lado do líder opositor Leopoldo López, que estava detido desde 2014 e cumpria prisão domiciliar. No Twitter, López disse que foi solto por soldados rebeldes e se uniu à manifestação em Caracas em apelo pelo fim do governo Maduro Foto: STRINGER / REUTERS
O líder da oposição, Juan Guaidó, ao lado do também opositor Leopoldo López, reúne multidão no Centro de Caracas Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Membros da Guarda Nacional Bolivariana que se juntaram ao líder da oposição venezuelana Juan Guaidó se posicionam depois de repelir as forças leais ao presidente Nicolas Maduro, que chegou para dispersar uma manifestação em frente à base militar de La Carlota Foto: FEDERICO PARRA / AFP
Soldados que desertaram em apoio à oposição venezuelana usam adornos azuis para cobrir os rostos, perto de base militar em Caracas. Governo chavista ressalvou que não há mobilização nas instalações militares do país Foto: STRINGER / REUTERS
Membros da Guarda Nacional Bolivariana, leais ao presidente venezuelano Nicolas Maduro, correm sob uma nuvem de gás lacrimogêneo depois de serem repelidos por guardas que apoiam o líder da oposição venezuelana Juan Guaido ao chegar para dispersar os manifestantes em frente à base militar de La Carlota Foto: YURI CORTEZ / AFP
Soldados ao redor da base aérea La Carlota Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Opositores enfrentam forças pró-Maduro Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Membros da Guarda Nacional Bolivariana que se juntaram à oposição se posicionam em front perto da base de La Carlota, em Caracas. Governo disse que forças militares estão sob controle Foto: YURI CORTEZ / AFP
Bombas de gás lacrimogêneo são jogadas contra manifestantes na base militar de La Carlota, na Venezuela Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS

Economista com mestrado em Harvard que completou 48 anos nesta segunda-feira, López foi o principal promotor da estratégia conhecida como "La Salida", que tentou derrubar Maduro por meio da pressão das ruas logo após a morte de Chávez, em 2013. Entre fevereiro e maio de 2014, os protestos deixaram 43 mortos. López foi condenado em 2015 sob as acusações de promover a perturbação da ordem pública, danos à propriedade, incêndio e associação criminosa.


Com o fracasso dos protestos de 2014, a oposição participou das eleições legislativas de 2015. Em sua primeira grande vitória no período chavista iniciado em 1999, obteve maioria na Assembleia Legislativa. Maduro, no entanto, adotou uma estratégia de minar o poder do Legislativo. Primeiro, o Tribunal Supremo de Justiça, de maioria governista, declarou o Legislativo em desacato. Depois, em 2017, Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte, eleita fora do princípio um homem, um voto, que assumiu os poderes legislativos.


O GLOBO

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