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Martinho Lutero, um antissemita

Atualizado: 23 de Ago de 2019

Martinho Lutero é considerado o iniciador da Reforma Protestante e, portanto, uma figura histórica importante. Mas o que pouco se fala de Lutero é que ele era um violento antissemita.

Ele escreveu um livro chamado “Sobre os Judeus e Suas Mentiras”. Defendia que se incendiasse sinagogas, rasgassem livros de preces dos judeus, que rabinos fossem proibidos de pregar, que as casas dos judeus fossem destruídas e que sua propriedade e dinheiro fossem tomadas. Como Lutero era uma figura influente em sua época, acredita-se que sua pregação radical tenha elevado o antissemitismo na Alemanha. Séculos mais tarde, suas ideias foram usadas pelo Nazismo.


A despeito disso, ninguém, com exceção de alguns católicos mais militantes (que ignoram o antissemitismo histórico dentro da própria Igreja Católica) usa o antissemitismo de Lutero para atacar o Protestantismo e seus quase 1 bilhão de seguidores. O mesmo não pode ser dito das críticas feitas pelos anticomunistas, tanto os da direita como da “esquerda”, contra Karl Marx, que acusam o mesmo de ser “racista” e “genocida” por causa de frases tiradas do contexto ou mesmo FALSAS, como a do suposto “Holocausto Revolucionário”. Baseando-se nessas mentiras, buscam atacar toda a ideologia comunista e também os comunistas e marxistas.


Ora, por acaso o Protestantismo deixa de ter sua importância histórica porque Lutero tinha opiniões antissemitas? Por acaso as contribuições de Lutero a forma de pensar o Cristianismo são automaticamente invalidadas pelo fato de que ele, pessoalmente, era antissemita?


Ora, o antissemitismo era extremamente comum na Europa de 1517. Inclusive por parte dos católicos. O mesmo poderia ser dito das supostas “ideias racistas” de Marx, que foi um homem europeu do século 19, século do racismo científico. É muito anacrônico esperar que estes dois homens vejam o mundo pelos olhares de nosso tempo, em que estas ideias são condenáveis.


A diferença é que, ao contrário de Lutero, Marx estava a frente do seu tempo. Ele defendeu o Presidente americano Abraham Lincoln durante a Guerra Civil, e chegou a mandar uma carta parabenizando-o por acabar com a Escravidão. Ele defendeu rebeliões populares na Índia contra o Imperialismo britânico, como a Revolta dos Cipaios, e também defendeu a liberdade do povo Irlandês (o racismo na época chegava ao ponto que mesmo um irlandês, hoje visto como “branco”, era comparado a negros e macacos pelos britânicos). Marx ainda defendia os direitos das mulheres, e acreditava que a opressão do homem pelo homem começou com a opressão da mulher pelo homem.


“Felicitamos o povo Americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura.” – diz Marx em carta ao Presidente Lincoln.


Curiosamente, muitos desses críticos também admiram a Revolução Americana pela sua ideologia liberal. Mas nenhum deles fala que “o liberalismo é racista” pelo fato de que os Pais Fundadores dos EUA eram, em sua maioria, donos de escravos.


Atacar o Marxismo ou o Luteranismo por causa dos defeitos pessoais de Marx ou Lutero é uma falácia conhecida como “Ad Hominem”, em que ao invés de se refutar uma ideia, ataca-se o oponente de forma baixa para desacreditar a ideia perante a plateia. Porém, isso não refuta a ideia. Uma ideia certa continuará certa mesmo se a pessoa que a defende seja um criminoso e mau-caráter ou apenas feio, bobo e chato.


Fontes e leitura adicional:


https://archive.org/details/judeus_e_suas_mentiras_lutero Review: Glenn Beck’s “Revolutionary Holocaust: Live Free or Die” https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/17/desmascarando-mitos-sobre-marx/ https://www.marxists.org/portugues/marx/1864/11/29.htm


Por Comunista Opressor.

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