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Neurocriminologista considera Coringa "uma ótima ferramenta educacional"

Adrian Raine passou mais de 40 anos estudando o cérebro de criminosos violentos e ficou impressionado com a precisão psicológica de Joker.

Adrian Raine não participou de sua sessão do Coringa na última sexta-feira com grandes expectativas. O neurocriminologista é pioneiro em pesquisar a mente de criminosos violentos, tendo sido a primeira pessoa a usar imagens cerebrais para estudar assassinos.


Na verdade, o reverenciado pesquisador britânico - que dedicou décadas de sua vida a entender o que faz os criminosos funcionarem - não era muito fã de Batman. Então, quando ele entrou em uma exibição em Darlington, Inglaterra, no controverso filme de Todd Phillips, era principalmente para passar um tempo com seus sobrinhos, enquanto estava no intervalo de suas funções de professor na Universidade da Pensilvânia.


Mas o que Raine viu na tela o surpreendeu. Segundo o neurocriminologista, o roteiro - de Phillips e Scott Silver - traça de forma autêntica a maneira como um homem pode ser levado a atos de violência profundamente perturbadores por uma combinação de genética, trauma de infância, doença mental não tratada e provocação social.


E embora Raine não tivesse certeza de como pronunciar o nome de Joaquin Phoenix, o neurocriminologista ficou impressionado com a nuance e a graça sombria que o ator trouxe para o papel - convocando o comportamento estranho, a aparência e os tiques sociais exibidos por aqueles que sofrem de certos distúrbios de personalidade. Previu o neurocriminologista: "Ele com certeza estará na corrida do Oscar".


"[O filme] foi uma previsão surpreendentemente precisa do tipo de cenário e circunstâncias que, quando combinados, formam um assassino", disse Raine, que já pensava em integrar o Coringa em um próximo curso na Universidade da Pensilvânia.


“Por 42 anos, estudei a causa do crime e da violência. E enquanto assistia esse filme, pensei: Uau, que revelação foi essa. Eu preciso comprar esse filme no futuro, usar trechos dele para ilustrar. […] É uma ótima ferramenta educacional sobre a criação de um assassino. Isso me emocionou”, confessou Raine, ainda surpreso com o quanto ele apreciava o filme.


“Eu falo sobre todos esses fatores na classe e, sinceramente, é realmente difícil ter uma história da vida real que encaixe todas essas peças, sem falar em um filme muito dramático e estilizado que ilustra esses fatores com muita força. Isso foi realmente uma revelação.”


Por Julie Miller / Matéria original em inglês do VanityFair.com

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