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O coiote na pele do cordeiro: desinformações sobre o Movimento Nova Pátria e ataques à Revista Opera

Sobre as recentes desinformações quanto ao Movimento Nova Pátria, nossos princípios, nossas referências, nossas origens. Bem como, alguns breves comentários do Movimento Nova Pátria sobre os ataques à Revista Opera.

O famigerado el Coyote já tem um histórico de campanhas calcadas em supostas “grandes revelações”, pintam-se como desbravadores da “grande verdade descoberta”.

Seus alvos recorrentes eram a Revista Opera e, particularmente, o colunista André Ortega. Além, claro, da própria Nova Resistência – embora tudo nos faça crer que a NR é mais usada como um “bode expiatório” para buscar “desprestigiar”, “queimar reputações”, ou “enquadrar” militantes da esquerda sob seus pressupostos do que eles entendem por correto, civilizado e aceitável (uma esquerda nacionalista, “stalinista”, etc., configuram aspectos que fogem de sua aceitabilidade), do que propriamente os alvos centrais deles. Já que, inclusive, el Coyote tem causado mais prejuízo a própria esquerda do que a NR.

Nesse processo o Movimento Nova Pátria, embora nunca priorizado em seus ataques, se viu também citado no fogo cruzado desses Dom Quixotes contemporâneos. Não mencionado diretamente em matérias do seu site, mas com a própria editora e colaboradora do blog, além de outros colaboradores e leitores, disseminando toda desinformação quanto a nossa organização.

Não como “explicação” diante das provocações – pois sequer são dignos de esclarecimentos –, mas apenas para termos um material mais conciso sobre nossa organização e nossa apresentação a possíveis interessados e simpatizantes do Nova Pátria. Para isso resolvemos criar esta breve nota com maiores esclarecimentos. Já pretendíamos, inclusive, fazer algo do tipo, como um documento de propaganda sobre “quem somos e o que defendemos” – o recente ocorrido adiantou apenas algo já encaminhado. Assim como, ao final desta nota, também comentarmos brevemente o caso da Revista Opera.

Então vamos ponto a ponto:

1 – “O Movimento Nova Pátria é mais uma organização QTP e NazBol”.

Não defendemos a QTP (Dugin), nem muito menos o dito “nacional-bolchevismo” (Limonov). Tanto nenhum material do NP referenda essas correntes, quanto nenhum militante nosso o faz. Pode ser procurado em nosso site ou espaços oficiais (JornalAPatria.com/novapatria ou nossas redes), e não conseguirão, simplesmente porque não existe nem nunca existiu. Aliás, nem nos perfis pessoais de nossos militantes, nem nas colunas de nossos membros, vai haver tal material.

2 – “É porque escondem e tem vergonha, mas sabemos que são”.

Não. E não precisa nem ser um membro atual para saber, pois qualquer ex-integrante do NP, com o mínimo de honestidade vai te constatar isso e explicar realmente qual a nossa linha. Não teríamos “vergonha” sobre o que sequer nós somos ou sequer um dia cogitamos ser. E isso não tem nem a ver com acharmos que isso seja uma “mancha na reputação”, nós apenas não seguimos tal corrente e ponto final. Não há a possibilidade de nossa direção ou nossa base ser convencida de tais ideias, porque simplesmente partimos de bases teóricas e conceituais diferente dos que simpatizam ou seguem tal corrente.

Não tem a ver com apreensões “negativas” ou “positivas”, com isso “melhorar nossa imagem entre eles” ou “piorar nossa imagem entre vocês”. Nós não nos importamos com repercussões vazias de “imagem” e as mais estapafúrdias campanhas difamatórias, que recorrem até a páginas fakes com montagens, como foram feitos com Ortega, envolvendo amigos conhecidos por nós que sequer sabiam da existência da NR e foram alvos diretos de montagens.

Apenas somos o que somos e o que menos importamos é o que pessoas de outras correntes vão achar.

Nossas satisfações primordiais são devidas à nossa base, aos nossos membros, e ao escopo de não-membros que nos acompanham em alguma medida e possuem e devida importância para nós. Os detratores e desinformadores que seguem o coiote sequer estão entre os últimos.

3 – “NP se diz nacionalista de esquerda, mas isso de nacionalismo de esquerda não existe”

Tanto existe, quanto o século XX no Brasil foi preenchido com isso. A própria ANL, liderada por Prestes, possuía um viés nacional-libertador claro, e embora façamos balanços de erros cometidos pela ANL e dos repasses equivocados que os comunistas davam à III Internacional na época (que deveria ver em Vargas algo análogo ao KMT chinês, tal como Mao corretamente lidava com a questão na China), o próprio legado da ANL ainda é colocado nestes termos (de um grupo com viés nacionalista, e que tinha influência entre militares). O trabalhismo, também, que surge com Getúlio e se desenvolve com Jango e Brizola, vão ser reivindicados como uma tradição “nacionalista de esquerda” (sobretudo com Brizola).

O NP se coloca como um grupo que bebe em alguma medida dessas influências (da ANL à Brizola).

E para além disso, temos o nosso “patrono” teórico, nossa referência teórica máxima, que não tem nada a ver com Dugin, Limonov, ou qualquer nome que vocês se forcem a tentar encaixar, e que é na verdade um teórico marxista (e não de qualquer outra corrente). Ele é, na verdade, um brasileiro. O grande Nelson Werneck Sodré, historiador e militar, já falecido.

Sodré foi criador de uma extensa obra de compreensão da realidade brasileira e da formação histórica e econômica do país. E até nele, que é nosso maior referencial teórico no Brasil, nós podemos fazer algumas ponderações críticas (não somos “seguidistas cegos” nem mesmo de Sodré, que é nossa referência principal sobre o Brasil). Há alguns textos recomendados em nosso site que deixam claro essa influência-mor.

Os detratores sequer devem ter apurado qualquer coisa sobre esse assunto.

4 – “Mas o símbolo das organizações é uma clara associação e imitação”

Nós temos origem na UV (Unidade Vermelha), fundada em 2013, cujo o símbolo já era uma estrela de cinco pontas com a réstia do território brasileiro em nossa bandeira (que era vermelha).

De nossa reorganização anos mais tarde, como NP, o símbolo se adaptou.

Na bandeira, o símbolo que era uma estrela com a réstia do território nacional ficou somente a estrela, uma vez que a réstia do território nacional ficou “desnecessária”, já que a bandeira passou a ser verde amarela, e queríamos diminuir excessos visuais (se já havia o verde e amarelo de referência ao Brasil, para que também réstia do território?).

Mas o símbolo, como usado na bandeira, ficou somente uma estrela, e isso seria demasiado “genérico” se fossemos usar como logotipo em sites, páginas e perfis de redes sociais (afinal, seria uma estrela sem nenhuma alusão direta a nossa organização). Então resolvemos pôr a sigla na estrela (NP) por razões óbvias!

Usamos a estrela em dois tons de azul, com a as letras uma verde a outra amarela. Foi nosso primeiro após a reorganização. Nosso último símbolo, todavia, usa apenas a estrela verde, e a sigla toda em amarelo (para reduzir de quatro cores para duas cores e tornar a reprodução do símbolo mais simples).

Símbolos de estrela são corriqueiros em diversas organizações políticas e, a propósito, é símbolo de um dos maiores partidos institucionais do Brasil (não se recordam do PT?). Uma estrela com uma sigla seria tanta prova de “adesão a QTP” quanto seria uma adesão ao petismo ou ao lulismo... Esse argumento simplesmente não tem sentido.

5 – “E o nome da organização? Ambas têm ‘NOVA’”

“Nova Pátria” foi o projeto da UV de um jornal patriótico de esquerda. A UV já tinha essa orientação desde sua fundação, e a frase “Pela revolução nacional-libertadora!” fazia parte de nosso maior mote, que era usada em uma palavra de ordem que muitos devem conhecer.

Quando nos reorganizamos acreditamos que o “Nova Pátria” era um nome adequado para um movimento, e ao invés de jornal, esse foi o nome da própria organização. O Jornal, todavia, ficou apenas como “Jornal A Pátria” (donde temos aproximadamente 100 mil seguidores no Facebook), e o nome é uma referência ao “Periódico PÁTRIA”, de José Martí, anticolonialista cubano e patrono histórico da Revolução Cubana. O Jornal A Pátria, a propósito, não tem um “dono”, e conta com a colaboração de pessoas de fora da organização não sendo um veículo oficial do NP (preferimos que ele tinha essa amplitude, com colaboradores externos).

Já o nome “Nova” é algo recorrente na política nas mais distintas matizes:

- Temos o NOVO Exército do Povo, entre comunistas filipinos.

- Temos o jornal a NOVA democracia, no Brasil, que se deriva de um conceito de Mao Tsé-Tung.

- Temos o Estado NOVO com Vargas.

- Temos o NOVO Sindicalismo com o PT.

- Temos a NOVA Roma com Darcy Ribeiro.

Não entrando no mérito de nenhuma dessas citados acima serem “boas ou más” referências, o fato é que o “Novo” ou a “Nova” é de uso recorrente na política. E a ideia de oposição entre uma “velha pátria, dependente, espoliada” para uma “nova pátria, independente, emancipada”, é a ideia que é implicitamente passada ao nomearmos nosso movimento com a alcunha “Nova”.

Não há nada além disso que estão a conjecturar. O que houver de mais além disso são delírios ou desonestidades intencionais.

6 – Sobre as bandeiras dos movimentos

Os detratores não conhecem nossa bandeira, e mesmo se conhecessem não usariam de referência porque demonstraria a diferença, ao invés de semelhança.

A bandeira da NR é negra com uma estrela de um verde em tom escuro (aparentemente acinzentado) e a sigla possui um círculo. Em nossa bandeira há as referências diretas das cores nacionais, não são pretas (mas verde e amarela) com a estrela em estética própria, e o nome da organização por inteiro (tal como na mesma formatação bandeira da já citada UV – as bandeiras possuem a mesma estrutura da de 2013, mudando apenas a cor e o nome da organização).

7 – “Mas isso também é vergonha de assumir de um lado ou de outro”

Vergonha é o que essas pessoas deveriam ter de agirem como agitadores infiltrados semeando desinformação.

A UV surgiu em 2013 em Pernambuco, tem como projeto do Nova Pátria (jornal) no final de 2014, e se reorganiza em 2016 (quando o NP vem a público). A NR surge em 2014 como um pequeno coletivo, e ganha visibilidade em 2016 fora do RJ.

Não tem como eles “nos imitarem” ou vice-versa uma vez que uma organização SEQUER conhecia a outra e vice-versa.

As referências deles são de uma organização homônima francesa de outros tempos e as nossas referências são as já descritas nos pontos anteriores.

A cronologia sequer bate para fomentarem esse tipo de “teoria”, de “grande revelação”.

8 – “E o que vocês avaliam de tal corrente?”

O Nova Pátria nunca sentiu necessidade de firmar uma posição oficial, “nota pública” sobre determinados pensadores ou grupos. Quando há alguma relevância para citarmos algo, geralmente, é em alguma declaração de apoio (ou rechaço) eleitoral, como no apoio que demos a Ciro, e até a indicações mais gerais à candidatos do PDT, PT ou PSOL nas últimas eleições para encargos legislativos.

Há um texto datado de alguns anos de um de nossos dirigentes, que faz um balanço mais geral sobre eles, sobre essa corrente. Faz pontuações sobre diferenças mais evidentes entre o que defendemos e o que eles defendem (falando de uma forma geral, e não apenas das diferenças com o Nova Pátria – mas o texto já possuía certa serventia para esse assunto).

Hoje podemos ter maior aprofundamento sobre o assunto e tecer debates mais bem elaborados que este texto produzido anos atrás, deixando o assunto mais as claras, ou fazendo esclarecimentos maiores sobre a autopercepção deles e de como devemos tratar tal corrente – isso é, CASO haja a necessidade de publicarmos ou não tal “novo” material (e isso compete apenas aos nossos dirigentes, nossos membros e a nossa base – não a “agentes da fofoca”).

9 – “Eles dizem que o Bolsonarismo não é fascista, mas um Perón ou Vargas seria próximo do fascismo. E vocês endossam isso!”

Falso. Nada poderia ser mais falso. Nunca endossamos essa perspectiva.

Embora essa venha menos de difamadores do El Coyote e mais de gente que quer nos enquadrar quanto ao nosso alinhamento eleitoral (já que Vargas é simbólico do PDT). Ironicamente alguns alinhamentos de outras figuras da esquerda sobre esse assunto (de como definir o Bolsonarismo como não-fascista, por exemplo) seriam até mais próximos da NR do que nós.

Tomo por exemplo Nildo Ouriques e a RB (tendência do PSOL), que apenas o define como um Bonapartista e se negam a associá-lo ao fascismo em suas posições oficiais – e nega tais associações enfaticamente!

Nós não partimos dos mesmos prismas deles quanto ao que avaliamos como fascismo, assim como as críticas que eles fazem ao fascismo (geralmente focadas na noção de Centralização do Estado-nação da Modernidade, o “corporativismo nacional”, etc.), são críticas distintas das NOSSAS críticas (que traz sim figuras como Bolsonaro ao menos para o campo do neofascismo, ou que minimamente se assenta nisso como um de seus tentáculos, e que vão além das noções sobre Estado-nação do Vargas ou até do Mussolini).

Nós, particularmente, não reduziríamos Vargas e Perón a fascistas (o que, claro, não os exime de nossas críticas), devido ao fato de que: embora a “tirania” contemple ilimitados tipos de regimes políticos pautados na ilegitimidade (fascistas ou de qualquer outro tipo), o fascismo, para nós, necessariamente se enquadra na noção da ilegitimidade da tirania (embora em um tipo específico dela, e não como sinônimo mecânico).

Portanto, ara nós na Argentina ou no Brasil, Perón e Vargas se enquadrariam muito menos nesses aspectos do que os Integralistas ou os Golpistas Militares. Isto só a título de exemplo.

Com vemos, temos independência de análise e de posições, que não estão a reboque nem do NR, nem da RB, nem do PDT, ou de qualquer partido, grupo ou “grupelho”.

O Movimento Nova Pátria possui leituras próprias, referências próprias, princípios próprios.

Crer que temos as mesmas análises sobre tais assuntos é esperado de quem se apega a superficialidades e “aparências” e não quer compreender o real. Pessoas que agem motivadas por simplórios “signos”, orientadas por terceiros, não possuem disposição de ter uma compreensão própria.

O que, claro, não é de todo ruim – para nós –, já que lidar com adversários confusos e ignóbeis pode facilitar o nosso caminho.

10 – Quanto as Hienas, Abutres e a Revista Opera

As campanhas do El Coyote partem provavelmente de ressentimentos (se não a única motivação, mas o ressentimento estando entre as principais).

A Revista Opera e o El Coyote parecem ter partido de um suposto “lugar comum”, ao terem se colocado – quase que nas mesmas épocas – como espaços de comunicação independentes no seio da esquerda brasileira.

A diferença é que a Opera sempre foi mais assentada no realismo político, no nacionalismo de esquerda e na inegável influência do marxismo-leninismo, enquanto El Coyote sempre fora pautada mais em linhas trotskistas, anarquistas e “libertárias”.

Ironicamente a primeira ganhou mais espaço que o segundo, com coberturas jornalísticas de maior densidade (viagens diretas para o leste ucraniano e para a Venezuela, para cobrir os conflitos diretamente), enquanto a segunda se limitou a tergiversar na internet sobre suas maiores preocupações com o “imperialismo chinês”, o “imperialismo russo”, bem como o “neostalinismo na esquerda brasileira”.

As acusações contra a Revista Opera de que são “nazistas” infiltrados na esquerda, ou os mesmos tipos de acusações que alguns incautos e a famigerada colaboradora do El Coyote, endossam sobre nós do NP, se dão tão somente por não partilharmos pelo mesmo tipo de histeria que os mesmos partilham sobre Ortega e sobre esses outros assuntos que eles apenas compreendem a partir de recortes bobos.

Lamentamos o desligamento de Ortega da Revista Opera, já que era um bom quadro desse empreendimento de comunicação, mas esperemos que tal fato possa a longo prazo fortalecer as posições e trabalhos jornalísticos dele ao invés de eclipsar tais posições e contribuições que deu à esquerda brasileira – ainda que essa parcela dela seja constituída de ingratos ressentidos.

Quanto a Ortega e a Revista Opera, não nos delongaremos além de prestar solidariedade contra os ataques, e apenas recomendamos as leituras das últimas notas no próprio site deles (RevistaOpera.com.br).

11 – Conclusões: Como El Coyote lidaria com a História?

Dom Helder Câmara, Abdias do Nascimento, que foram grandes referências da esquerda no Brasil, passariam pelo mesmo tipo de infâmia difamatória. O próprio Leonel Brizola provavelmente passaria pelo mesmo escrutínio.

O que muitos não sabem é que: Dom Helder e Abdias foram em parte considerável de suas vidas, seguidores do integralismo. O próprio Abdias possuía contato direto com Plínio. Adotaram outras doutrinas políticas a posteriori (e ainda bem que o fizeram!), e o próprio Abdias é uma referência nacional do movimento negro e da esquerda no Brasil, assim como um dos maiores nomes de lideranças que tratam da questão racial (particularmente a negra) em nosso país.

Brizola, que também mencionamos, em um certo momento de sua vida, nomeou dois ex-membros da Ação Integralista Brasileira (de Plínio Salgado), como secretários em seu governo estadual do Rio Grande do Sul – depois eles se retiraram do governo, mas Brizola até o final de sua vida não guardava maior “rancor” sobre o caso, nem maiores arrependimentos, embora seja ferrenho crítico do integralismo. O mesmo governo estadual que traçou a campanha da legalidade e resistiu aos intentos golpistas de 1961, com participação de comunistas em tal campanha.

Nem Ortega, nem a Revista Opera (principais alvos dos ataques), nem nós (que fomos arrastados nas últimas em tais ataques), somos “ex-integralistas”, “ex-fascistas” ou “ex” qualquer coisa do gênero. Nunca um dia eles foram, nem nós fomos. Eles não são, nem nós somos. Mas se até nessas circunstâncias eles centraram seus tentáculos e táticas de “doxxing” em Ortega por fazer parte de um veículo de comunicação do qual são “concorrentes diretos” (na disputa de quem ganhará o “trono” de uma mídia independente e contra hegemônica vitoriosa), bem como não se importam em destilar desinformação sobre nós, imaginem então o que fariam à Brizola, Abdias do Nascimento ou Dom Helder Câmara? (Que, em tese, seguindo suas “lógicas” ilógicas seriam “criminosos” muito piores do que a Revista Opera o foi, por exemplo).

Alguém tem dúvidas de como o El Coyote agiria quanto a Brizola na década de 1960, se eles tivessem conhecimento desses fatos e fossem contemporâneos ao caudilho Leonel?

Alguém tem dúvidas de como agiriam com Abdias e Dom Helder Câmara?

Pergunte-se como os trotskistas e diversionistas de “esquerda” agiram com Salvador Allende, Perón, Chávez, Kadafi e, ao encontrar as respostas, vocês verão um comportamento comum. Uma repetição histórica de estratégias. Mas com táticas mais sofisticadas e atualizadas aos “tempos modernos”.

Tanto por suas inclinações naturais ao diversionismo, que o fazem mesmo que inconscientemente e de forma “inocente”, quanto por possíveis agentes financiadores (e o doxxing, e campanhas de “saturação”, inclusive com páginas disseminando montagens já comprovadamente falsas demonstram que isso é perfeitamente possível), o cenário é que tais agrupamentos se portam como muito mais do que meros “adversários”, mas inimigos de guerra propriamente ditos.

Tendo ciência da justeza de nossas posições, sabemos que tais tipos de ataques gratuitos contra nós, muito mais nos enaltecem do que nos prejudicam.

É bem verdade que incautos podem lidar com declarações vãs de editorialistas do El Coyote e acreditar religiosamente que somos “seguidores” de correntes políticas que nunca nos propusemos a seguir. Mas a estes, que se portam irresponsavelmente e acreditam nas primeiras palavras que pessoas de “confiança” vos falam, não são muito diferentes de seus parentes bolsonaristas que ouviram de um tio distante sobre como os “bolivarianos petistas colaboram com a ditadura de Cuba” e acreditam religiosamente em correntes.

A esse tipo de pessoa, dentro da esquerda, nós realmente não nos importamos, por que já constituem há muito tempo parte do problema, e já se afundaram no pântano que nós não temos nenhuma pretensão de limpar.

Mas sabendo que também leitores de valor, militantes (até de outras matizes, sejam independentes ou organizados), que possuem seriedade e critério acerca daquilo que absolvem nas redes, e que eles serão alcançados por tais tipos de propagandas difamatórias contra nós, por não se tratarem de ignóbeis, apurarão nossos materiais, nossas notas e verão o que há realmente de correspondência entre o que é dito e o que é de fato.

As hienas não percebem que, para pessoas com maior nível de seriedade, e que não são tão ignóbeis quanto seu público médio, suas campanhas de “destruir reputações”, contra o Movimento Nova Pátria, mas servirão como uma propaganda propriamente dita (a nosso favor), do que um “ataque”.

Mordidas de hienas nos fortalecem. Enrijecem o nosso couro.

Quanto a isso não tememos. Os coiotes nos entretêm.


(Nota do Comando do NP. 21 de setembro de 2020)

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