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O porquê de não podermos confiar no Tio Sam (por Coronel Paulo Ricardo Paiva)

Existem muitas razões para não se confiar no "irmão Caim do Norte". Todavia ainda tem gente desavisada apostando que um atrelamento militar automático com “Tio Sam” vai resolver todos os óbices enfrentados na área da defesa. Por isso mesmo, não se perde tempo avaliando fatos que, comprovados ao longo da história, nos impedem de confiar, como crédulos franciscanos, nesta superpotência mundial.

Não se pode olvidar, os “yankees” mobilizaram colombianos traidores para, em troca da construção do canal do Panamá, se separarem da pátria mãe; abandonaram o Vietnã do Sul em plena guerra o que contribuiu para a vitória do Vietnã do Norte; traíram os ‘hermanos’ na Guerra das Malvinas, apoiando país imperialista de língua inglesa integrante da OTAN, jogando para o alto seu compromisso de segurança continental assumido no "Tratado Interamericano de Assistência Recíproca/TIAR"; abandonaram seus aliados "curdos" de longa data, deixando-os à mercê de turcos e sírios, estes aliados dos russos no Oriente Médio; podem, num repente, deixar de apoiar o Brasil em seu pleito de entrada na "OCDE", bastando para tanto uma vitória dos "democratas", partido de ecologistas doentios nada concordes com os desmatamentos e queimadas sem controle que ocorrem na Amazônia; vislumbram, ao aceitar o Brasil como seu aliado preferencial extra-OTAN, em nome dessa aliança entre "gato e rato", realizar exercícios militares conjuntos na grande região norte, mantendo de quando em vez tropas naquele (ainda nosso?!) gigantesco ecúmeno de riquezas incalculáveis.


Que se diga, um comando de batalhão de infantaria de selva em Tefé (AM) e a chefia do Estado-Maior de brigadas desta arma, uma no centro geométrico do Estado do Amazonas e outra em Marabá (PA), permite intuir claramente os desígnios que "Tio Sam” preconiza para aquela imensa porção tiranicamente despovoada do território nacional.


Aliás, nunca é demais lembrar o que disseram alguns altos dignitários dos EUA. Talvez, os brasileiros e brasileiras de maior discernimento que já passaram da idade de acreditar em "Papai Noel" possam entender porque não podemos mais nos enganar com os maquiavélicos vizinhos do hemisfério norte.


Portanto, atenção, alerta, perigo! Al Gore, quando vice-presidente dos EUA disse, sem meias palavras: — "Ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”.


O General Patrick Hughes, Chefe do Órgão Central de Informações das Forças Armadas dos USA, em 1998, não deixou por menos: — “Caso o Brasil resolva fazer um uso da Amazônia que ponha em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos de estar prontos para interromper esse processo imediatamente”.


Depois desta explanação, seria de lamentar se ainda não houver convencimento da lógica destas razões de repúdio ao nosso maquiavélico "amigo urso".


Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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