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O que fazer diante do Golpe Parlamentar?

(Movimento Nova Pátria. 5 de setembro de 2016)

Na nota ‘O golpe tem seu início formal, o que esperar?’ e na matéria ‘Plano Temer: um Muro para o Futuro’, nós já esclarecemos e informamos aos nossos leitores e simpatizantes das diferenças na agenda político-econômica entre a gerência petista e a gerência golpista, por isso não aprofundaremos isto neste editorial (nossa intenção não é ser redundante). Mas ainda há o que se falar.


A esquerda em geral (do campo progressista e democrático ao campo revolucionário e mais radical) precisa agir como um bloco, em unidade tática, dado o mal que nos avizinha (que na verdade, já está aí). De fato, o golpe que tirou o PT da gestão governamental, não o retirou por ele representar uma alternativa popular real ou mesmo um regime popular anti-imperialista; não, o PT foi tirado por um golpe sim, mas apenas por não aplicar suficientemente a agenda neoliberal neste momento de crise. Entretanto, golpe é golpe, e um golpe que visa, em primeira instância, atacar não apenas o PT, mas o povo brasileiro como um todo, deve ser repudiado e revertido por este mesmo povo.


O oportunismo (petista, ex-governista) no seio da esquerda trouxe inúmeras limitações aos movimentos sociais e ao movimento popular brasileiro, mas a esquerda, sobretudo a ala mais “puritana” e “ultrarrevolucionária”, precisa entender que a maior ameaça (prática) ao povo brasileiro não é a linha da conciliação petista – não mais! –, mas sim a própria gerência que hoje se instalou no governo.


Voltemos a pergunta: o que fazermos, nós, a esquerda (seja a democrática e progressista, seja a revolucionária) diante desta situação?


Primeiramente, devemos ter em mente que não será na apelação ao “purismo” e na inflexibilidade tática que conseguiremos barrar o golpe. Precisamos sim, cerrar fileiras em protestos e mobilizações com agrupamentos que consideremos conciliadores (mesmo movimentos ligados ao PT) caso sejam mobilizações contra o golpe e contra elementos da agenda golpista.


E em segundo lugar, mesmo que realizamos ações táticas e pontuais conjuntas contra o golpe e o seu desfecho, não podemos cair na ilusão da conciliação petista, e nunca devemos confundir a necessidade de ações táticas com uma “filiação ideológica”.


Em síntese: 1) A retórica anti-oportunista e anti-conciliadora não deve ser uma desculpa para NÃO combater o golpe, e 2) O combate ao golpe não pode ser uma mera desculpa retórica para aderir a conciliação e o oportunismo.


FORA TEMER!

CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DO BRASIL!

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