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O Sionismo de “Esquerda” & Os acordos entre Sionistas e III Reich

(Bruno Torres, 17 de março de 2017).

A concepção sionista de ocupação do território palestino para fins futuros da formação de um Estado israelense teve não só tolerância da Alemanha nazista, como até certo “estímulo”, que visava investimentos, no caso, de exportação da Alemanha para lá.


Apesar de usarem o ódio (contra judeus) como um instrumento político de “distração” e direcionamento do povo alemão, há declarações públicas de figuras importantes do Partido Nazista que deixava claro que haviam os judeus que deveriam ir aos campos de concentração, mas havia também aqueles que possuem “alguma importância”.


Um dos célebres exemplos é Reinhardt Heydrich, chefe do Serviço de Segurança das SS, que chegou a escrever um artigo onde dividia os judeus em “duas categorias”. Obviamente, os judeus da segunda categoria eram os sionistas: “contam com nossos melhores desejos e com nossa boa vontade oficial”.


Empresas sionistas se envolveram em acordos com o III Reich para beneficiar a perspectiva da migração judaica à Palestina, ao invés de aceitar proposições de refúgio aos mesmos nos países ocidentais em geral – como a Inglaterra que oferecia abrigo aos mesmos.


Mesmo uma ala dita “progressista”, de “esquerda” de dentro do sionismo, corroborava com tal visão. Ben Gurion, numa assembleia de Sionistas Trabalhistas na Inglaterra, por ocasião das tentativas de “abrigar” crianças judias vindas da Alemanha, em 1938, confirma tal posição. Ele diz:


Se eu soubesse que era possível salvar a todas as crianças da Alemanha levando-as para a Grã-Bretanha e somente metade delas transportando-se para Eretz Israel, optaria pela segunda opção” (Ben Gurion).


A alternativa de realizar parecerias comerciais com a Alemanha nazista, como a empresa sionista “Hanotea” fez, para fazer judeus migrarem a palestina, era colocada como algo preferível! Tanto que, foi firmado um acordo oficial – pesquisem sobre o “Acordo Haavara”, se quiserem saber mais.


Nos guetos judeus onde os nazistas ocupavam, há algo que não é comentado: entre os judeus menos abastados, mais pobres, que viviam nesses “guetos”, havia uma política de controle sobre eles, antes de serem mandados aos campos. Quem controlava tais guetos era uma polícia DE JUDEUS amparadas pelo Estado nazista. O levante do gueto de Varsóvia (Polônia) também está nesse contexto (de policiais judeus “nazistas” reprimindo a população judaica local).


A perseguição sistemática aos judeus é clara, em relação a política nazifascista. Todavia, há uma clara definição de quais judeus serem os maiores alvos da perseguição, e aqueles que possuam uma certa “tolerância” – e/ou uma fortíssima possibilidade de se “livrarem” das crúeis barbaridades do Estado nazista –, e no caso dos sionistas, estes quase sempre se encontravam neste último grupo e não no primeiro.


Já os que tinham ancestrais judeus e eram de esquerda, ou mesmo comunistas, a exemplo de Olga Benário, que fossem personalidades minimamente progressistas e, obviamente, os judeus mais pobres (via de regra, trabalhadores e pequeno-burgueses não abastados) eram quem de fato sofriam a mais cruel perseguição e eram alvos prediletos do Estado alemão durante o III Reich.


O sionismo em relação a Alemanha nazista não representou nenhuma resistência do povo judaico à Hitler, pelo contrário. A prática sionista de “reagir” as barbaridades nazistas – por meio de acordos nada vantajosos para a maioria dos judeus –, foram, na prática, uma traição a todos os judeus que sofreram perseguição real.


Os judeus que morreram e foram, na prática, traídos por seus correligionários adeptos do sionismo, não se agradariam em nada da postura sionista no século XX, e não corroboraria em nada com o que é de fato, da sua gênese à atualidade, o projeto do Estado de Israel: uma paródia etnocrática, “religiosa” e “sútil” do que foi o III Reich, alternando da “raça superior ariana” ao “povo escolhido por Javé”.


Por isso, se você quiser conhecer judeus que de fato se opõem ao projeto sionista – poucos, mais que existem –, convidamos você a pesquisar sobre os “Neturei Karta”, conhecidos também como “Haredis”, facção ortodoxa judaica solidária ao povo palestino, e que se opõe terminantemente contra o projeto de Estado colonial que é Israel. A propósito, estes mesmos judeus são brutalmente hostilizados dentro de Israel, alguns dos quais estão presos (quase sempre detidos e perseguidos sob grande brutalidade).


Falo isso para que percebam de fato como se porta um judeu que se coloca contra os massacres contra os árabes, e que não haja ilusões quanto aos supostos “sionistas de esquerda”. Algo que, na prática, é inexistente.


O sionismo, seja ele abertamente reacionário, seja ele com “flores e glíter”, essencialmente, continua a ser o mesmo movimento que massacra a nação palestina, povo nacional este, que até o direito a ter um Estado lhe é negado.


O ponto é que: Não existe um projeto colonialista “ruim” e um projeto colonialista “de esquerda”. Existe, aqui, apenas a defesa ao projeto colonialista, ou a oposição decidida a este projeto.

Algumas fontes:


1 – “Zionism in the Age of the Dictators” (Brenner).

2 – Sobre os Neturei Karta: https://pt.wikipedia.org/wiki/Neturei_Karta

3 – Outro link do Wikipedia sobre os Neturei do wiki: https://pt.wikipedia.org/wiki/Haredi

4 – Metapédia sobre o acordo Haavara (acordo nazi-sionista): http://pt.metapedia.org/wiki/Acordo_Haavara

5 – Wikipedia sobre o Haavara: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Haavara

6 – Mais detalhes do acordo Haavara (PS: este último link contém mais fontes ainda no próprio decorrer do texto): http://noticia-final.blogspot.com.br/…/o-acordo-haavara

7 – Sobre os policiais judeus e “conselhos judeus” que colaboraram com os nazistas: http://shoa-interpelados.amia.org.ar/…/LA-POLIC%C3%8DA

8 – Wikipédia sobre a polícia judaica do gueto: https://es.wikipedia.org/…/Polic%C3%ADa_del_gueto_jud

9 – Sobre o “Judenrat”, o conselho judeu que colaborava com os nazistas estabelecido nos guetos de comunidades judaicas: https://es.wikipedia.org/wiki/Judenrat

10 – Fonte judaica sobre a prática dos Judenrat’s:http://www.memoriales.net/ghettos/consejos.htm

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