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Privatizações no Brasil entregam o controle de empresas nacionais a estatais estrangeiras



A década de 90 no mundo apresentou a maior onda de privatizações desde os meados dos anos 20 e comecinho de 30. Nos anos 2000, apenas 27 das empresas na Fortune Global 500 eram estatais. Em 2017, 102. 3,8 vezes mais.

Mesmo assim, no período do auge mundial de privatizações, entre 1996 a 2000, a proporção de empresas sob controle estatal nos países ricos da OCDE não caiu, com exceção de bens de capital, transportes e serviços. E os governos mantiveram participações em ações das empresas privatizadas, fora onde são proprietários majoritários de empresas, que por sua vez detêm participações no capital próprio de outras.


Na Índia, a Life Insurance Corporation é uma empresa holding governamental com participação acionária em centenas de empresas; maior investidor ativo do mercado de ações da Índia. Existem 286 bancos estatais de desenvolvimento operando em 117 países. Em Hong Kong é onde operam várias e várias holdings estatais chinesas, como China Tower, Nam Kwong Company Limited, Chengtong Holdings Group, China-Sonangol e Fundo Internacional da China.


Quem tem avançado no controle do setor elétrico brasileiro, através das vendas do portfólio nacional? Estatais estrangeiras. Chinesas como State Grid, China Three Gorges; italianas como a Enel; a privada Iberdrola chora mas é apoiada pelo Estado espanhol e o principal acionista é o Estado do Qatar.

Desde o atual governo, em 2016, houve mais de quinze fusões e aquisições no setor elétrico brasileiro, 95% foram compras por parte de empresas estrangeiras, a maior parte estatais. Ou seja, esta abertura está trazendo mais monopólio.


O Petróleo é disputado por estatais chinesas, saudita e a norueguesa Statoil. Na área energética e mineradora, as gigantes canadenses são apoiadas pelo banco estatal Business Development Bank of Canada e vários projetos são braços do Crown Investments Corporation, estatal.

Ou seja, o recado que estes candidatos estão dando é: o problema do Brasil é o brasileiro.


Aí aparecem uns malacos prometendo que vão abrir mais concorrência no setor bancário brasileiro favorecendo a vinda de grandes grupos internacionais. Alguns destes malacos inclusive são banqueiros. Mas o que ocorre na verdade é a compra de bancos médios por parte de bancos chineses como CCB, Bank of Communications, ICBC e Bank of China. Acham mesmo que Itaú Unibanco, Bradesco e Santander vão emplacar candidaturas para diminuir lucros??

Querem é mais aporte de capital para comprar bancos menores, vindos de grupos como Bofa Merrill Lynch, BR Partners, JP Morgan, etc.


Basta olhar que nos setores tão propalados das concessões, desde rodovias a aeroportos, as empresas privadas vêm e operam se fiadas pelo Estado brasileiro. Elas ficam paralisadas se via BNDES o Estado não injeta bilhões e os bancos do Brasil e Caixa não assumem o risco de quando as concessionárias emitem títulos no mercado de capitais.


A tendência no mundo está sendo de reestatizações no setor de saneamento, mesmo que a alto custo mas considerado menor do que continuar no sistema privado. Ocorreu em Paris, Berlim e mais quase 270 cidades no mundo nos últimos anos.


Não há nada de novo no horizonte em relação a estas reciclagens de discursos de brigadeiro Eduardo Gomes, Carlos Lacerda, etc.; mas um museu de novidades caducas.


Por Meu Professor de Economia.

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