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Produção Humana: por um trabalho não alienado

(Pedro Nogarolli, 20 de maio de 2018).

Marx, em seus manuscritos de Paris, no capítulo “produção humana” faz a seguinte hipótese: suponha que produzíssemos como seres humanos, isto é, produzíssemos de forma não alienada. Como isso seria? Em homologia direta ao trabalho alienado, partiremos para três aspectos desse trabalho não alienado:


• A relação do trabalhador com sua atividade.


• A relação do trabalhador com os frutos de seu trabalho.


• A relação do trabalhador consigo e com o outro.


1) Na minha produção, ao contemplar minhas criações, confirmaria minha própria personalidade como um poder real. Isso é, sentiria a felicidade de provar minha própria individualidade, ou aquilo que me faz especial no mundo.


2) No consumo do meu produto por outro, sentiria a alegria espiritual espontânea de saciar uma necessidade humana, de fornecer a outro aquilo que ele precisa.


3) Por último, eu seria reconhecido como complemento do seu ser, uma parte necessária da sua vida, portanto realizaria a mediação entre os indivíduos e o próprio gênero humano. Sintetizando tudo temos: na manifestação da minha individualidade, me contemplando naquilo que me torna especial, ao mesmo tempo também me alegro por satisfazer uma necessidade humana e sirvo de realização da sua vida.

“Nossas produções seriam como que tantos espelhos que irradiariam a nossa essência entre nós”.

• Mas, sob a propriedade privada, o trabalho é alienação das nossas vidas, é um borrão nesses espelhos, pois o trabalho serve apenas de um meio para viver, e não como realização de nossas vidas. Meu trabalho não é minha vida. Além disso, o trabalho se tornou tão alienado que minha produção é detestável, uma causa de sofrimento, que me é imposta a força por uma casualidade, um constrangimento desnecessário. Meu trabalho sob a propriedade privada é a perda de mim mesmo.


Fonte: Cadernos de Paris – A produção humana.

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