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Putin acusa Ocidente de distorcer história da 2ª Guerra Mundial

Moscou, 18 jun (EFE).- Em artigo escrito para a revista americana "The National Interest" devido ao 75º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta quinta-feira o Ocidente de distorcer a história da 2ª Guerra Mundial.

"Não importa o que alguns tentem provar agora. A União Soviética e o Exército Vermelho fizeram a maior e mais importante contribuição para a derrota do nazismo", enfatiza o artigo intitulado "As verdadeiras lições do 75º aniversário da 2ª Guerra Mundial".


Em longo texto, Putin lembrou que a URSS teve que enfrentar o exército "mais forte e mais bem preparado" do mundo, que levou ao território soviético 80% dos tanques e dois terços dos aviões.


No entanto, o mandatário russo destacou que o exército soviético venceu e liberou Varsóvia, Belgrado, Viena e Praga, e tomou Berlim, apesar do custo de 27 milhões de vidas, um sétimo da população.


Putin dedica grande parte do artigo a alfinetar os países ocidentais, principalmente europeus, por tentarem "varrer para debaixo do tapete" o que chamou de "a Traição de Munique", em referência ao Acordo de Munique, de 1938, assinado pela Inglaterra e pela França para pacificar a Alemanha.


"A divisão da Tchecoslováquia foi brutal e cínica. Foi a traição de Munique que serviu de gatilho e que tornou inevitável a grande guerra na Europa", ressaltou, destacando a atitude servil da Polônia em relação a Berlim.


O presidente russo, que nasceu sete anos após o fim da guerra (1952), acusou os franceses e os ingleses de deixarem o caminho livre a Hitler para invadir a Europa e ao Japão para conquistar a China.


"Sem dúvida, os principais fatores que predeterminaram a maior tragédia da história da humanidade foram o egoísmo estatal, a covardia e o apaziguamento do agressor que estava ganhando força", enfatizou.


É por isso que Putin considera "injusto" dizer que a "visita de dois dias a Moscou" do ministro das Relações Exteriores da Alemanha Joachim von Ribbentrop foi a "principal razão" da guerra, referindo-se ao Acordo Molotov-Ribbentrop de 1939, pelo qual Moscou e Berlim dividiram zonas de influência na Europa.


"Nessas circunstâncias, a União Soviética assinou o pacto de não agressão com a Alemanha. Foi praticamente o último país europeu a fazer isso. Além disso, foi feito diante da ameaça real de uma guerra em duas frentes: Alemanha no Oeste, e Japão no Leste", escreveu.


Putin defendeu a decisão de Joseph Stalin de assinar o pacto com Hitler para "ganhar tempo" para reforçar as suas defesas depois de as potências ocidentais terem deixado a URSS sozinha para enfrentar o perigo nazista.


Recordou também que o Soviete Supremo da URSS (mais alta instância do Legislativo) denunciou os protocolos secretos anexos ao pacto em 1989, acusando simultaneamente o Ocidente de não publicar os pactos secretos que supostamente assinaram antes da guerra com Hitler.


O mandatário russo ainda acusou alguns países de tentarem comparar o nazismo com o stalinismo, em uma tentativa de desculpar os crimes daqueles que colaboraram com Hitler.


Putin alertou para os perigos do "revisionismo histórico" no Ocidente, insistindo que a maior lição da guerra foi a criação de uma ordem mundial representada pela ONU que tem mantido o planeta fora de um conflito mundial durante 75 anos e impedido que a Guerra Fria conduzisse à Terceira Guerra Mundial.


Por esse motivo, Putin defendeu o direito de veto nas Nações Unidas, o considera ser "a única alternativa ao confronto direto entre as grandes potências", e chamou de "irresponsáveis os pedidos de anulação desta prerrogativa".


Para preservar e melhorar esta ordem internacional, Putin recordou que a Rússia propôs uma cúpula dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que todos os líderes concordaram em realizar em breve.


A agenda desta cúpula consistirá em desenvolver princípios coletivos para resolver problemas globais, desde a segurança ao controle do armamento, ao contraterrorismo e, especialmente, à superação da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.


Com informações do portal UOL

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