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Queda de Veléz deixou de ser uma questão de “se” e se tornou uma questão de "quando?"

Atualizado: Ago 8

Nota do movimento Nova Pátria sobre o desgaste do bolsonarismo no governo e a futura demissão de Veléz.

Passados três meses de mandato, o então presidente Jair Messias Bolsonaro ainda não conseguiu transmitir segurança e estabilidade política no que tange as articulações no congresso bem como também não consegue emplacar uma favorável opinião pública ao seu respeito, que decresce à galopes (segundo o IBOPE, a proporção dos que consideravam seu governo bom ou ótimo caiu de 49% em janeiro para 34% em março).


Um dos responsáveis pela sequência de más notícias do governo é o então Ministro da Educação, o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodríguez.


Sua gestão na pasta vem sendo marcada por uma série de medidas duramente criticadas por especialistas em educação, devido a suas descontinuidades e recuos que evidenciam fragilidade em suas propostas e também devido as declarações polêmicas envolvendo nomes que ocupam cargo de peso em seu ministério.


Relembremos alguns casos:

  • 02/01/2019 - Em edital publicado no dia seguinte à posse de Vélez Rodríguez, o MEC havia feito alterações no Programa Nacional do Livro e do Material Didático - PNLD. As alterações consistiam na retirada da restrição de publicidade nos materiais didáticos, bem como a exclusão do combate à violência contra a mulher e a promoção da cultura quilombola. Além disso suprimia também trechos que exigia que a obra estivesse “isenta de erros” e que houvesse “revisões bibliográficas”. Ao ser questionado, o órgão afirmou, no entanto que as mudanças haviam sido pela gestão anterior, no entanto Rossieli Soares, o ultimo ministro, negou ter feito tais alterações.

  • 17/01/2019 - Em menos de 24h ocorreu a nomeação e exoneração do ex-integrante do MBL (expulso do movimento) Murilo Resende Ferreira para a coordenação do Exame Nacional de Ensino Médio - ENEM. Hoje ele assume cargo especial criado no governo de Bolsonaro.

  • 28/01/2019 - Vélez Rodríguez fez fala de grande repercussão ao afirmar, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, que “ideia de Universidade para todos não existe” e que, de acordo com o ministro, tais espaços devem ser restritos a uma “elite intelectual”. Para Vélez o ideal é investir em ensino técnico que trará maior retorno econômico para o país que ensino superior.

  • 01/02/2019 - Em entrevista dada à Revista VEJA o ministro afirma que “O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”. Tal declaração causou grande repercussão. No congresso, parlamentares convocavam o ministro para prestar esclarecimentos.

  • 25/02/2019 - Em carta oficial do Ministério da Educação enviada à diretores de escolas, Vélez Rodríguez solicita a gravação de um vídeo onde os alunos apareceriam cantando o hino nacional e pronunciando o slogan da campanha de Bolsonaro. Após repercussão negativa o ministro se desculpa e diz que reconhece o equívoco.

Além desses episódios há um ainda mal resolvido: o posto de Secretário Executivo do Ministério da Educação. O chamado número dois no MEC, cargo abaixo apenas do próprio Vélez no ministério.


O primeiro a ser demitido foi o Luiz Antônio Tozi, logo após foi nomeado Rubens Barreto da Silva, que passou pouco tempo até ser também demitido e ter dado lugar à Iolene Lima, nome polêmico que em entrevista defende que educação básica seja integralmente baseada na bíblia, tendo o livro como base e ponto de partida para todas as matérias. Oito dias após sua nomeação foi também demitida.


O cargo então foi ocupado pelo Tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira.


Estes são alguns dos fatores que vem desgastando tanto a força política do governo dentro do congresso quanto a imagem que é passado ao público.


Atualmente o Ministério da Educação vem sendo palco de grande conflito interno no governo Bolsonaro protagonizado por seguidores de Olavo de Carvalho e por militares que se opõem e evidenciam que a dificuldade do governo não está apenas em ter estabilidade política com o congresso, mas sim dentro do próprio grupo político.


A instabilidade e incerteza da ocupação de cargo também atinge o próprio ministro Vélez Rodríguez. Sua dificuldade para garantir tranquilidade no ministério vem contribuindo muito para o desgaste do governo e por isso não será surpresa se o então ministro for mais uma vítima das numerosas exonerações deste governo nos próximos dias.


Tendo em vista o projeto deliberado de sucateamento das áreas públicas mais fundamentais – tendo a Educação como uma das protagonistas –, fato que já gera impopularidade por si mesmo, concomitante ao fato de que essa “batalha” é liderada por quadros políticos totalmente despreparados e perdidos, a queda do então Ministro é quase que certa.


Nós, militantes do campo popular e patriótico devemos nos atentar a esse cenário e capitanear ao máximo possível qualquer desgaste do bolsonarismo a favor das forças patrióticas e anti-imperialistas, ainda que esse desgaste seja em pontos bastante específicos (como a questão da Educação).


Devemos propagandear às massas populares as razões reais da futura – e quase certa – demissão do ministro Veléz. Devemos reforçar, entre o povo, sobretudo entre alguns populares que se iludiram com a proposta de “mudança” do bolsonarismo e já dão mostras de sua desilusão quanto ao atual governo, que seu projeto anti-educacional não é nada mais do que a fatia pequena de um grande projeto anti-Nação e antipopular.


Ingressar nas fileiras do movimento NOVA PÁTRIA!

Lutar por um governo nacional, popular e democrático!


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