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Sobre o modo correto de tratar as contradições no seio dos grupos religiosos

Por Klaus Scarmeloto



Toda contradição não antagônica, deve ser resolvida por meios ponderados. Tomo como exemplo o cristianismo, por ser a religião mais incidente para nós, portanto: a missão do comunista quando se depara com o cristão, não é torná-lo ateu, e sim reforçar o que há de progressista no cristianismo para, com isto, não permitir que o cristão torne-se a definição de anticristo, isto é, que ele negue as semelhanças do movimento operário socialista com o cristianismo primitivo e, segundo Engels:


"A história do cristianismo primitivo oferece curiosos pontos de contato com o movimento operário moderno. Como este, o cristianismo era, na origem, o movimento dos oprimidos: apareceu primeiro como a religião dos escravos e dos libertos, dos pobres e dos homens privados de direitos, dos povos subjugados ou dispersos por Roma. Os dois, o cristianismo como o socialismo operário, pregam uma libertação próxima da servidão e da miséria; o cristianismo transpõe essa libertação para o Além, numa vida depois da morte, no céu; o socialismo coloca-a no mundo, numa transformação da sociedade. Os dois são perseguidos e encurralados, os seus aderentes são proscritos e submetidos a leis de exceção, uns como inimigos do gênero humano, os outros como inimigos do governo, da religião, da família, da ordem social. E, apesar de todas as perseguições, e mesmo diretamente servidos por elas, um e outro abrem caminho vitoriosamente. Três séculos depois do seu nascimento, o cristianismo é reconhecido como a religião do Estado e do Império romano: em menos de sessenta anos, o socialismo conquistou uma posição tal que o seu triunfo definitivo está absolutamente assegurado."


Por isto, para que esta contradição entre ser religioso e ser comunista tenha uma justa resolução, devemos deixar a consciência religiosa o máximo possível ao espaço privado (Lenin) e, aproveitar que a própria religião assim ensina a fazer, por exemplo, pela própria crença cristã devemos "dar a deus o que é deus e a Cesar o que é de Cesar" (Mateus 22:21), ou seja, política e religião não se misturam, e são os próprios mestres religiosos que o dizem, logo, é possível pela religião reforçar o enfraquecimento dela própria no espaço público. Posteriormente, farei um artigo maior a este respeito que envolverá outras religiões.