Publicações e Posts


 

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Trotsky e a propaganda trotskista



O “testamento” de Lênin


Para entender o contexto das críticas e acusações a Stalin é necessário compreender que Stalin foi, em boa parte do tempo, o líder mundial do proletariado, e que por todo esse processo houve divergências com membros do partido, com organizações internacionais e obviamente com o imperialismo e o nazismo.


Desde que Stalin foi eleito secretariado geral, em 1922, já havia divergências causadas pelo fato de Lenin estar extremamente doente, e em 1924, com a sua morte, a sua carta ao partido passou a ter status de “testamento" entre os oportunistas, e se tornou justificativa para retirar Stalin do seu cargo, e posteriormente, do Partido.


A propaganda trotskista e a anti-comunista de direita passaram a consideram que:

Trotsky deveria ter sido o "sucessor" de Lenin; Lenin deixou um "testamento" afirmando isso; Stalin proibiu e ocultou o "testamento".


Contudo, até mesmo Trotsky, durante seu período na URSS, começou refutando essas mentiras, mesmo que depois tenha utilizado delas para caluniar a revolução de Outubro e o camarada Stalin:

“Durante sua doença, Lênin repetidamente dirigiu cartas e propostas aos principais organismos e congressos do partido. Deve-se afirmar com certeza que todas essas cartas e sugestões foram invariavelmente entregues ao seu destino e todas foram levadas ao conhecimento dos delegados aos XII e XIII congressos, e invariavelmente exerceram sua influência nas decisões do partido. Se todas essas cartas não tivessem sido publicadas, é porque seu autor não pretendia que fossem publicadas. O camarada Lênin não deixou nenhum "testamento"; O caráter de suas relações com o partido e o caráter do próprio partido impedem a possibilidade de tal "testamento". A imprensa burguesa e menchevique compreende geralmente sob a designação de "testamento" uma das cartas do camarada Lenin (que é tão alterada a ponto de ser quase irreconhecível) em que ele dá ao partido alguns conselhos organizacionais. O XIII congresso do partido dedicou a maior atenção a esta e as outras cartas, e tirou as conclusões apropriadas. Toda conversa a respeito de um "testamento" oculto ou mutilado não passa de uma mentira desprezível, dirigida contra a vontade real do camarada Lênin e contra os interesses do partido criado por ele." (Trotsky - Carta sobre o livro de Eastman. 1925)

O que o camarada Lênin disse sobre Stalin em sua carta ao Partido:

"Stalin é muito rude e este defeito, embora bastante tolerável em nosso meio e em lidar entre nós comunistas, torna-se intolerável em um Secretário-Geral. É por isso que sugiro que os camaradas pensem em uma maneira de remover Stalin desse cargo e nomear outro homem em seu lugar que, em todos os outros aspectos, difere do camarada Stalin por ter apenas uma vantagem, a de ser mais tolerante, mais leal, mais educado e mais atencioso." (Lenin - Adendo à carta II ao congresso)

Lênin opinou que Stalin deveria ser substituído por alguma pessoa que tivesse as mesmas característicasque ele, só que menos rude. Mas um partido não funciona dessa forma... Não é uma “monarquia socialista” onde o Rei Lênin ordena quem devera ficar em seu lugar. O congresso considerou a sugestão de Lênin em sua carta, mas votou a favor de Stalin (até Trotsky e Zinoviev votaram a favor).


Lenin não disse nada sobre colocar Trotsky no lugar de Stalin como líder ou como secretário geral. O mito de que Lênin queria Trotsky foi dada por um trotskista americano, Max Eastman. O próprio Trotsky disse:

"Eastman está novamente errado em afirmar que o camarada Lênin me ofereceu o cargo de presidente do Conselho de Comissários do Povo e do Conselho de Trabalho e Defesa. Ouço isso pela primeira vez no livro de Eastman." "Eastman afirma em vários lugares que o Comitê Central" escondeu do partido “um grande número de documentos de extraordinária importância, escritos por Lênin durante o último período de sua vida”. (Os documentos em questão são cartas sobre a questão nacional, o famoso "Testamento", etc.) Isto é pura calúnia contra o Comitê Central do nosso partido. As palavras de Eastman dão a impressão de que Lênin escreveu essas cartas, que são de caráter consultivo e tratam da organização interna do partido, com a intenção de publicá-las. Isso não é de modo algum de acordo com os fatos." “As afirmações de Eastman de que o Comitê Central confiscou meus panfletos e artigos em 1923 ou 1924, ou em qualquer outro momento ou por qualquer outro meio impediu sua publicação, são falsas e baseiam-se em rumores fantásticos.” “Eastman está novamente errado em afirmar que o camarada Lênin me ofereceu o cargo de presidente do Conselho de Comissários do Povo e do Conselho de Trabalho e Defesa. Ouvi falar disso pela primeira vez no livro de Eastman.” (Trotsky - Carta sobre o livro de Eastman. 1925)

Lênin só sugeriu que Stalin fosse removido de seu posto como o secretário-geral, mas não afirmou em lugar algum sobre ele ser removido de qualquer outro de seus cargos ou do Comitê Central ou do Politburo. Ele reclamou sobre a grosseria de Stalin, mas disse que ele deveria ser substituído por alguém idêntico, mas menos rude. Tal pessoa não existia, além do próprio Stalin.


Por qual motivo Lênin afirmava que Stalin era rude?


Em 1922 Lenin teve um derrame e foi forçado a parar o trabalho político por recomendação médica. Ele ainda tentou manter contato com a política e ditou várias cartas e outros documentos, até mesmo escreveu obras significativas como "Sobre a cooperação", que argumentou a favor da possibilidade de construir o socialismo em um país. Contudo, sua saúde piorou, perdeu a fala e chegou ao ponto de ficar em uma cadeira de rodas. Stalin foi o responsável pela saúde de Lenin (escolhido pelo Comitê Central).


Os médicos informaram que Lenin não estivesse envolvido na política para evitar o estresse. Ele também foi proibido de ler documentos políticos. Lenin não gostava nem um pouco disto, embora brincasse sempre com Stalin: "Não tenho permissão para ler os jornais", "e não devo falar de política. Evito cuidadosamente cada pedaço de papel sobre a mesa, para que não se torne um jornal e leve a uma violação da disciplina." (Camarada Lenin de férias, notas)

Estranho que Lênin, que conhecia Stalin a bastante tempo, passasse a reclamar dele ser rude somente em sua crise de saúde e quando o mesmo exercia o papel chato de evitar que Lênin fizesse o que mais gostava. Política.


É bem provável que sua doença o tenha levado a ficar excessivamente preocupado com a "grosseria" de Stalin. Principalmente quando Lenin pediu a sua esposa Krupskaya e sua irmã Ulyanova para começar a lhe “contrabandear” documentos políticos, coisa que elas fizeram, contra as ordens do médico. É bem provável que esta seja a razão pela qual Lenin estava agitado com Stalin e provavelmente emocionalmente instável devido à sua condição severa.


A irmã de Lênin, Maria, comentou de um incidente entre Stalin e Lênin nesse período, que provavelmente seja o fator primordial para essa carta o chamando de rude:

"Houve um incidente entre Lenin e Stalin que o camarada Zinoviev menciona em seu discurso e que ocorreu não muito antes de Ilyich perder seu poder de expressão (março de 1923), mas era completamente pessoal e não tinha nada a ver com política. O camarada Zinoviev sabia disso muito bem e citar isto era absolutamente desnecessário. Este incidente ocorreu porque, por demanda dos médicos, o Comitê Central deu a Stalin o encargo de manter vigília para que nenhuma notícia política chegasse a Lenin durante esse período de grave doença. Isso foi feito para não perturbá-lo e para que sua condição não se deteriorasse. Ele (Stalin) até censurou sua família por transmitir esse tipo de informação. Ilyich, que acidentalmente veio a saber sobre isso e que também estava sempre preocupado com um regime tão forte de proteção, por sua vez repreendeu Stalin. Stalin desculpou-se, e com isso o incidente foi resolvido. O que há para ser dito - durante este período, como eu havia indicado, se Lenine não estivesse tão gravemente doente, então teria reagido ao incidente de forma diferente. Há documentos sobre esse incidente e, na primeira solicitação do Comitê Central, posso apresentá-los." (5) Dessa forma, afirmo que toda a conversa da oposição sobre a relação de Lenin com Stalin não corresponde à realidade. Estas relações eram íntimas e amigáveis e permaneceram assim. " (26 de julho de 1926. M. Ulyanova.)

Acreditar nessas mentiras trotskistas é cair no conto daquele que o próprio Lênin chamava de “o Judas da revolução”. Antes da revolução: um menchevique e oportunista. Depois da revolução e da morte de Lênin: Um agente espião, falsário, colaborar assíduo do anticomunismo.


O Trotskismo e o Grande expurgo


Não é incomum ouvir trotskistas, anarquistas e propagandistas da burguesia, acusar Stalin de matar todos ou pelo menos a maioria dos chamados “velhos bolcheviques” e, assim, ser capaz de distorcer o verdadeiro significado do leninismo.


O termo “velho bolchevique” se refere geralmente a pessoas como Zinoviev, Kamenev, Bukharin, Rykov etc. Acusando Stalin de tê-los matado para implementar sua “distorção stalinista do bolchevismo”.


Inegavelmente alguns deles estavam no Partido a bastante tempo, como Zinoviev, membro de longas datas do partido bolchevique, mas é apenas disso que estamos falando? Zinoviev, Kamenev e cia, que tiveram numerosos desentendimentos com Lenin, podem ele realmente serem chamados de bolcheviques? Em segundo lugar, há muitas pessoas que também eram membros de longas datas do Partido Bolchevique, mas que não recebem o mesmo status de “velhos bolcheviques”.

A facção bolchevique “POSDR” surgiu em 1903-1907. O próprio Partido Operário Social-Democrata Russo foi fundado em 1898. Em 1899, Stalin juntou-se ao POSDR, que passou a ser Bolchevique já em 1903; Kalinin juntou-se em 1898. Bolchevique pelo menos já em 1905; Voroshilov juntou-se aos Bolcheviques em 1903; Orjonikidze juntou-se aos Bolcheviques em 1903; Sverdlov juntou-se ao POSDR em 1902. Bolchevique já em 1903; e Molotov juntou-se aos Bolcheviques em 1906.


Por que esses não são “velhos bolcheviques”? Será que por falta de apoio a Trotsky?


Podemos demonstrar que Zinoviev, Kamenev, Bukharin, Trotsky e cia. não eram exatamente bons bolcheviques e, por essa razão, chamá-los de “velhos bolcheviques” (que Stalin “assassinou” para distorcer o bolchevismo) parece duvidoso. Mais adiante irei dizer o motivo.


O próprio Lenin queria que Zinoviev e Kamenev fossem expulsos do partido bolchevique por causa de sua traição na véspera da Revolução de Outubro. Ele se oporam à revolução e criticaram-a em um jornal burguês, revelando assim o plano dos bolcheviques de derrubar o governo pela classe antagônica

“Quando o texto completo da declaração de Kamenev e Zinoviev no jornal não partidário Novaya Zhizn foi transmitido a mim por telefone, recusei-me a acreditar nisso … não considero mais nenhum dos dois camaradas e lutarei com todas as minhas forças, tanto no Comitê Central quanto no Congresso, para assegurar a expulsão de ambos do Partido … Deixe os senhores Zinoviev e Kamenev encontrarem seu próprio partido.” –LENIN, ”Letter to Bolshevik Party Members” (18 de Outubro 1917)

Apesar de Bukharin ser conhecido como direitista por suas opiniões sobre política econômica, os bukharinistas costumavam ser considerados uma facção “comunista de esquerda” no partido. Isto é devido, principalmente, ao seu aventureirismo e oposição ao tratado de não agressão de Brest-Litovsk (que irei tratar em um outro texto)


Lenin atacou as atitudes de Bukharin e os “comunistas de esquerda” em “Paz ou Guerra?”. Também atacou Bukharin na frente econômica em 1921 em sua obra: “Mais uma vez sobre os sindicatos: sobre os erros de Trotsky e Bukharin”.


Trotsky se juntou ao partido apenas em 1917 e não pode ser chamado de um bolchevique antigo em nenhum lugar. Inicialmente foi menchevique (1903-1905), depois membro do ultra-oportunista August Bloch (1907-1913) que Lenin ridicularizou, depois opositor da esquerda zimmerwald que Lenin apoiou (1914-1916) e, finalmente, a semi-menchevique de Mezhraiontsy, que deixou de existir em 1917.


Em 1921, no 10º congresso do RCP, Lenin defendeu a proibição de grupos fracionistas no partido bolchevique. Isso foi aceito e facções foram expulsas ou capitularam. No entanto, após a sua morte, vários grupos fracionistas surgiram. Em 1927, Trotsky, Zinoviev e Kamenev foram expulsos do partido por fracionismo após a organização de uma manifestação anti-partidária, embora Zinoviev e Kamenev mais tarde capitularem para Stalin.


Trotsky foi exilado da URSS, enquanto Zinoviev e Kamenev foram marginalizados. Os bukharinistas também perderam o debate contra Stalin e a maioria. Em 1932, Trotsky, Zinoviev, Kamenev e Bukharin perderam todo o seu poder político legítimo. Trotsky criou um grupo anti-soviético conspiratório secreto ao qual se juntaram Zinoviev e Kamenev, e mais tarde vários Bukharinistas. Esse grupo ficou conhecido na mídia soviética como “O bloco da direita e dos trotskyistas”.


O que o Bloco da Direita e dos Trotskistas chegou a fazer?

“… A proposta de um bloco parece-me completamente aceitável.” –Trotsky para Sedov “O bloco é organizado, inclui os zinovievistas, o grupo Sten – Lominadze e os trotskyistas…” –Sedov para Trotsky “Um combate a repressão por meio do anonimato e da conspiração…” –Trotsky para Sedov “No que diz respeito à organização ilegal dos bolcheviques-leninistas na URSS, apenas os primeiros passos foram dados para a sua reorganização”. –Trotsky (16 de dezembro de 1932) Library of Harvard College 13905c, 1010, 4782 quoted in Pierre Broué’s. The “Bloc” of the Oppositions against Stalin.

Com o passar do tempo, as divergências entre Stalin e Trotsky foram ficando cada vez mais opostas e claras. E o que o Stalin temia, uma conspiração para retira-lo do poder, se concretizou quando foi assassinado seu mais íntimo camarada. Kirov, presidente do Partido em Leningrado.


Sob a confissão do seu assassino foi confirmado que o assassinato era um plano das facções trotskistas para diminuir o poder de influência de Stalin. Eles iriam se infiltrar no Partido, nas indústrias, órgãos e ministérios, tudo para cometer atentados, sabotagens e dar um golpe de estado.


A conspiração contra-revolucionária se preparava para tomar o poder com um golpe de estado no qual toda chefia soviética seria eliminada, começando pelo assassinato das pessoas mais importantes do comitê central do partido comunista. A parte militar do golpe de estado seria realizada por um grupo de generais encabeçado pelo marechal Toukhatchevski. Segundo Issak Deutsher, trotskista que escreveu inúmeros livros contra Stalin e a União Soviética, o golpe de estado seria iniciado com uma operação militar contra o Kremlin e contra as tropas mais importantes nas grandes cidades como Moscou e Leningrado. A conspiração era, segundo Deutscher, chefiada por Toukhatchevski em conjunto com Gamarnik, chefe dos comissários políticos do exército, o general Iakir, comandante de Leninegrado, o general Ouborévitch, comandante da academia militar de Moscou e o general Primakov um dos chefes da cavalaria.


Sabendo da tentativa de golpe e descobrindo a existência dos grupos terroritas e sabotadores, se inicia na URSS o que é erroneamente chamado de "Grande Expurgo". Onde o CC do Partido expulsa do partido todos os elementos que tinham alguma afinidade com o Trotsky e com o aval do Partido e do judiciário soviético, o dirigente da NKVD passa a ter o poder de prender, exilar ou executar, dependendo do nível do que cometeu, os terroristas e sabotadores. Contudo, o comando da NKVD utiliza desse aval para também conspirar contra Stalin e uma série de injustiças acontecem nesse período.

Após a deposição e condenação de Yagoda (traidor líder da NKVD, que havia assassinado Gorki), ascende ao poder Yezhov, um “velho bolchevique” de origem operária, que a princípio parecia honesto.


Após os Processos de Moscou, que reprimiu os trotskistas, piatakovistas, bukharinistas, zinovievistas e demais conspiradores de dentro do Partido Comunista, iniciou-se um período de repressão em massa na URSS, totalizando 700.000 execuções aparentemente. Os relatórios da NKVD indicavam várias assinaturas de execuções sem julgamento, isso desconfiou vários membros do PCUS, incluindo Stalin, o que fez com Yezhov fosse afastado e em seu lugar assumisse Beria.


Beria investigou as ações de Yezhov e descobriu várias execuções de civis e inocentes, comunistas, assim como encobriu o assassinato de Pachukanis por parte de Bukharin. Assim, Yezhov foi preso, confessando ter feito isso como aliado das facções para despertar o ódio das massas na URSS e assim poder dar um golpe de estado. Yezhov foi executado, Beria libertou 100.000 civis presos injustamente, e as repressões em massa acabaram.


Uma das pessoas que em 1939 descreveu parte do problema que a URSS passou com os sabotadores foi o engenheiro americano John Littlepage, um dos especialistas estrangeiros contratados para trabalhar na União Soviética. Littlepage trabalhou 10 anos na industria mineira soviética, entre 1927 e 1937, principalmente nas minas de ouro. No seu livro “In search of Soviet gold” escreve:

“Eu nunca tive interesse pela subtilidade das manobras políticas na Rússia enquanto as podia evitar. Mas tive que estudar o que acontecia na indústria Soviética para poder fazer um bom trabalho. E estou formamente convencido de que Stalin e os seus colaboradores levaram muito tempo até descobrir que os comunistas revolucionários descontentes eram os seus inimigos mais perigosos”.

Littlepage chegou a denunciar que conspiração era conduzida do exterior e se utilizava de uma grande sabotagem industrial como uma parte de um processo para fazer cair o governo.


Em 1931 ele foi obrigado a constatar isso durante um trabalho nas minas de cobre e chumbo no Ural e no Kasaquistão. Essas minas tinham como chefe Piatakov, o vice comissário do povo para a indústria pesada. O estado das minas era catastrófico, no que diz respeito à produção e ao bem estar dos trabalhadores. A conclusão de Littlepage foi de que havia uma sabotagem organizada proveniente da direção superior do complexo de cobre-chumbo.


O livro de John Littlepage nos mostra que a oposição trotskista recebia o dinheiro para pagar a atividade contrarevolucionária. Vários membros das facções utilizavam os seus postos na União Soviética para aprovar a compra de máquinas de certas fábricas no estrangeiro. Os produtos comprados eram de qualidade baixíssima, escolhido pelos sabotadores infiltrados, mas eram pagos pelo governo soviético ao preço mais alto.


As fábricas estrangeiras davam aos trotslistas no estrangeiro o ganho econômico de tais transações, em troca do qual Trotsky e os seus aliados na União Soviética continuavam a fazer mais compras dessa fábricas. Isso foi constatado em 1931 por Littlepage em Berlin.


A delegação soviética era chefiada por Piatakov, sendo Littlepage o especialista encarregado de verificar a qualidade dos elevadores e aprovar a compra. Littlepage descobriu a fraude com os elevadores de má qualidade, inúteis para a União Soviética, mas quando comunicou o fato a Piatakov e aos outros membros da delegação soviética foi recebido de uma maneira fria como se quisessem fugir aos fatos e continuando a exigir que ele aprovasse a compra dos elevadores.


Littlepage não aprovou e chegou a pensar que o que se passava era uma questão de corrupção pessoal e que os membros da delegação recebiam subornos da fábrica de elevadores. Mas depois do julgamento de Piatakov em 1937, onde confessou a sua ligação à oposição trotskista, Littlepage foi obrigado a constatar que o que ele tinha observado em Berlim era muito mais do que corrupção a nível pessoal.


Os bolcheviques eram fortes politicamente e militarmente, mas as conspirações também trataram de arranjar amigos fortes. Segundo a confissão de Bukharin no julgamento publico em 1938, existia um acordo feito entre a oposição trotskista e a Alemanha nazi, no qual grandes regiões, entre elas a Ucrânia, seriam dadas à Alemanha nazi depois do golpe de estado contrarevolucionário na União Soviética.


Os conspiradores foram condenados à morte como traidores em julgamento público. Os culpados de sabotagem, terrorismo, corrupção, tentativa de assassínio e que queriam dar uma parte do país aos nazistas não podiam esperar outro fim.


É preciso entender que é desonesto afirmar que as facções foram enquadrados ou injustamente assassinados por seu chamado “bolchevismo”. Eles lutaram contra o governo soviético, conspiraram contra o povo e contra o socialismo, perdendo a luta.


Além de que, é cair mais uma vez no anticomunismo, acreditar que as instituições soviéticas de nada representavam. Afirmando que se tratava de um país ditatorial, sem poder popular, sem justiça e que tudo se conservava na mão de Stalin. Vejamos por exemplo o julgamento de Bukharin, o funcionário mais alto do partido que trabalhava para a oposição secreta. Segundo o embaixador americano em Moscou, nessa altura um conhecido advogado de nome Joseph Davies, que esteve no tribunal durante todo o julgamento, foi permitido a Bukharin falar livremente durante todo o julgamento e expor o seu caso sem qualquer impedimento. Joseph Davies escreveu para Washington que durante o julgamento se mostrou que os acusados eram culpados “dos crimes que se comprovaram” e que “A opinião geral entre os diplomatas que assistiram ao processo é de que se provou a existência de uma conspiração muito grave”.


Mesmo perdendo em solo soviético, Trotsky continuou sua propaganda anticomunista dentro e fora da Europa.

Relação de Trotsky com os EUA para a denúncia dos “crimes" de Stalin. Troca de telegramas entre J.B. Mathews, Investigador-Chefe do Comitê Especial de Atividades Antiamericanas em Washington, DC e Leon Trotsky na Cidade do México, 12 de Outubro, 1939. 1. Mathews para Trotsky. Washington DC, 12 de outubro de 1939. Leon Trotsky, Cidade do México, México O Comitê de Dies da Câmara dos Representantes o convida para se apresentar como testemunha diante de nós na cidade de Austin, Texas, uma cidade designada com base na sua conveniência pessoal. Data de sua apresentação deve ser de aproximadamente em quatro semanas a partir de agora. O Comitê concorda em providenciar sua entrada aos Estados Unidos com o propósito de seu testemunho diante dele. Também irá providenciar a proteção adequada. O comitê visa ter um histórico completo sobre a história do Stalinismo e o convida para responder perguntas que podem ser enviadas antecipadamente, se você desejar. Seu nome foi mencionado frequentemente por testemunhas como Browder e Foster. Esse comitê lhe concederá a oportunidade de responder às acusações deles. Por favor trate esse convite de maneira sem ser pública por enquanto. J.B. Mathews, Investigador-Chefe do Comitê Especial de Atividades Antiamericanas. Atividades Oficiais. 2. Trotsky para Mathews 12 de outubro de 1939, 21h50 J.B. Mathews, Investigador-Chefe, Washington DC Eu aceito seu convite como um dever político. Tomarei as medidas necessárias a fim de superar atividades práticas. Por favor providencie entrada, sob as mesmas condições, para minha esposa. Ela é indispensável para o propósito de identificar os documentos necessários, citações, datas, em meus arquivos. É necessário ter suas perguntas o mais cedo possível a fim de selecionar os documentos necessários. Também desejo citações exatas dos testemunhos de Foster e Browder que se referem a mim pessoalmente. [Fragmentos desta troca foram publicados por Trotsky, ver “The Dies Committee” (7 de dezembro de 1939): “Writings of Leon Trotsky 1939-40”, New York, 1973, pp. 130-1.]

Não devemos jamais acreditar nas mentiras pregadas por um traidor da classe trabalhadora, do socialismo e que viveu de mentiras e sabotagens.


Todos os levantes revolucionários e todas as revoluções bem sucedidas realizadas no continente africano, asiático e nas Américas foram através de organizações que reivindicavam Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Tse-Tung. Nenhum dos processos revolucionários que deram certo foi liderado pelo trotskysmo, do contrário, combatiam o trotskysmo.


Das revoluções em curso: Turquia (TKP-ML), Peru (PCP), Filipinas (PCF) e Índia (PCI [M]). Todas defendem Stalin enquanto revolucionário, defenden Marx, Engels, Lenin e Mao. Mesmo o trotskysmo mostrando o seu aparente marxismo e espírito revolucionário, nunca conduziu um processo revolucionário como resposta aos "erros" que indica. Pelo contrário, fez parte de todas as oposições, rachas e oportunismos da história.


O trotskysmo, como bem disse Fidel Castro, é a cadela do imperialismo.


Souza Filho. A. A. (encontrado no Medium de Adelino Alves)

Bibliografia:


Letter to the Congress", "Addition to the above letter" https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1922/dec/testamnt/congress.htm

"Letter on Eastman’s Book". https://www.marxists.org/archive/trotsky/1925/07/lenin.htm

"Comrade Lenin’s On Vaction Notes" https://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1922/09/15.htm

On Cooperation". https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1923/jan/06.htm

"On the Relations Between Lenin and Stalin" http://www.revolutionarydemocracy.org/archive/lenstal.htm

"The Lessons of October" https://www.marxists.org/archive/krupskaya/works/october.htm

"About Max Eastman" https://www.marxists.org/archive/trotsky/1928/09/eastman.htm

Evidências da colaboração de Leon Trotsky com a Alemanha e o Japão” https://www.scribd.com/document/73061849/Evidencias-da-Colaboracao-de-Leon-Trotsky-com-a-Alemanha-e-o-Japao-I

Letter to Bolshevik Party Members” (18 de Outubro 1917)

Stalin. The myth of the old bolsheviks.” https://mltheory.wordpress.com/2016/12/20/stalin-the-myth-of-the-old-bolsheviks

Sobre o Trotskismo”. Editora: Raízes da América. PAG. 46,47.

Todas as confissões de Ezhov disponíveis: https://msuweb.montclair.edu/~furrg/research/ezhovinterrogs.html

Todas as confissões de Bukharin: http://www.horadopovo.com.br/biblioteca/Bukharin/CEBukharin01.html

Blood Lies: The Evidence that Every Accusation against Joseph Stalin and the Soviet Union in Timothy Snyder’s Bloodlands Is False”. FURR, Grover. http://gen.lib.rus.ec/book/index.php?md5=4f13589002a3dfa4b0139b332fef54ad

“Mentiras sobre a história da União Soviética. De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn!”. Mário Sousa. http://www.mariosousa.se/mentirassobreahistoriadauniaosovietica.html

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